Amar e ser livre – Sri Prem Baba

Terminei a leitura de mais um livro este ano, o Amar e ser livre, do Sri Prem Baba. Este é um livro que vai continuar por algum tempo na minha estante, pois exige uma ou várias releituras. Ele pode ser considerado como auto-ajuda, eu acho, mas na minha opinião, o “serviço” que ele oferece é maior do isso. Sri Prem Baba é um guru brasileiro, nascido em São Paulo e que trilhou diversos caminhos até tornar-se guru.

Independente da formação e dos caminhos que seguiu, ele é uma pessoa iluminada, que através da sua obra Amar e Ser Livre almeja a revolução da sociedade por meio da retomada da essência e energia vital de cada um, que em primeira instância, é o amor.

Neste livro o amor é tratado numa esfera mais abrangente do que o relacionamento entre um casal. Prem Baba acredita que o amor deve estar presente na essência do indivíduo e por conta disso, influencia e é influenciado por todas as coisas que estão ao nosso redor, desde os objetos, a natureza e por fim, às pessoas.

De acordo com o autor, nascemos puro amor e ao longo da vida, vamos perdendo um pouco dessa essência, e o segredo para a nova sociedade ou o novo casamento, como ele chama, não é somente reencontrar essa essência perdida, mas sim, saber como acessá-la nos momentos em que precisamos dela em sua plenitude. A não ser que nosso desejo seja seguir para o caminho de uma revelação espiritual, dificilmente atingiremos a plenitude de Prem Baba, mas fazendo as técnicas que ele ensina e compreendendo que o verdadeiro amor existe em nós e para nós, já conseguiremos desfrutar de uma realidade menos áspera e mais próspera.

Uma coisa que chamou muito minha atenção foi a carta aos pais, uma técnica que ele incentiva a escrevermos para nos livrarmos de crenças limitantes que foram criadas e alimentadas durante nossa infância, pelos ensinamentos e pelos exemplos que absorvemos neste período tão importante da formação. Essa carta deve ser escrita com o maior sentimento e sinceridade possível e nunca deve ser entregue ao destinatário, porque segundo Prem Baba, se o destinatário não estiver no mesmo momento de autoconhecimento (e dificilmente estará), não conseguirá entender o real objetivo da carta, e as feridas causadas pela verdade absoluta com que ela deverá ser escrita, podem causar grandes e irreversíveis fissuras no relacionamento. O objetivo da escrita é botar para fora os sentimentos que geraram a crença limitante, oferecendo perdão à mãe ou ao pai por ter gerado aquela mágoa, hoje revertida em algo que impede a felicidade plena do indivíduo.

Prem Baba adota o caminho do perdão e da gratidão para encontrar a essência perdida. Pelas formações adquiridas na área da psicologia, ele traz alguns conceitos Freudianos sobre a sexualidade e a importância dela para a formação do indivíduo. Defende a liberdade do indivíduo em buscar a verdade e a transparência nos relacionamentos, mesmo que para isso o casal tenha que experimentar um afastamento provisório e novas experiências. Contraditório em uma primeira leitura, mas compreensível quando se faz uma análise livre de preconceitos do que ele está dizendo. Aliás, para entender o livro em sua plenitude, o leitor deve ter mente e coração abertos e livre de preconceitos.

A leitura é fluida, mas de longe é uma leitura leve e fácil, pois exige muita reflexão! Continuar lendo

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Nós – Maria Avelina Fuhro Gastal

nos

Neste fim de semana terminei a leitura do 1º livro de contos da minha querida amiga, Maria Avelina Gastal, publicado pela Editora Metamorfose. Primeiro, contando um pouco sobre a história da autora. Avelina é assistente social por formação e atuou durante muito tempo no serviço público do estado do Rio Grande do Sul. Após a aposentadoria, em 2014/2015, não lembro ao certo, começou a dedicar-se a escrita. E, com certeza, temos só a agradecer por ela ter investido nesse hobby, que para nós, leitores, foi um presente.

O “Nós” é um livrinho pequeninho no tamanho, mas grande no impacto que seus contos causam no leitor. Com textos curtos, Avelina consegue atingir o coração, até mesmo do leitor mais desatento, trazendo “causos” da vida cotidiana, que poderiam muito bem acontecer com a vida de qualquer um, sendo que em muitos dos contos, realmente parece ser alguma lembrança real. Como conheço a autora e um pouco da sua trajetória, acredito que a história de vida dela possa ter contribuído para a criação de personagens tão ricos e diversificados. A leitura, apesar de rápida, de longe é fácil, pois mexe com as nossas recordações e nossas emoções, de uma forma que é difícil não ficar pensando nos personagens depois que viramos a página.

Alguns contos realmente chamaram a minha atenção, como por exemplo, o Ponto de Equilíbrio, o Cheiro de Lavanda e Flores e Samovar. Talvez por ser mãe, fiquei realmente tocada com os dois últimos, que antecedem o derradeiro Paradise Garden, este sim, despertou um sentimento que nenhum outro tinha despertado, o de raiva! Como disse para a própria autora após a leitura do livro, ele traz um pouco da comédia e da tragédia da vida privada de cada um.

Não sou muito acostumada à leitura de contos, mas estes, prenderam a minha atenção e conquistaram meu coração. Pela qualidade da obra e pelo meu vínculo com a autora, esse vai ser um dos queridinhos da minha estante.

Um livro para rir, se emocionar e, acima de tudo, refletir. Vale a leitura, sem dúvida!