25 de Julho – Dia do Escritor ou Meu Dia da Gratidão

dia do escritor

Re-publico aqui partes de um texto meu publicado originalmente no blog Cris Netto, em 25 de julho de 2014, em homenagem ao Dia do Escritor.

Através destas poucas palavras, deixo meu sincero agradecimento a todos os escritores, que com o dom da palavra, transformam qualquer dia cinzento em um lindo dia de primavera.

Posso ser ingênua em querer sempre vislumbrar o lado positivo de todas as situações, mas cresci em meio aos livros e graças a isso, meu horizonte é maior do que o espaço que meus olhos conseguem visualizar. E até hoje ainda não me arrependi de enxergar o arco-íris depois de cada tormenta.

Um viva a todos àqueles que dedicam a sua vida para criar sonhos em nossas vidas!

Lamento que em nosso país o escritor seja tão pouco valorizado, pois um bom livro pode ajudar no combate aos principais males do nosso século: o estresse, a depressão e a ansiedade. Vivemos em uma sociedade tão líquida e efêmera que o tempo parado em uma sinaleira já causa ansiedade, e o que dizer então das horas em que nossa mente viaja enquanto estamos com uma grande obra nas mãos? Aqueles que se concentram realmente na leitura, colocam sua atenção plena no que estão fazendo, ganham em conhecimento e em paz de espírito. Porque dedicar-se à leitura é também cuidar de si, da alma, daquilo que melhor representa a nossa essência.

Agora sim, trechos do post de 2014:

Estranho receber os cumprimentos pelo Dia do Escritor. Uma data que eu não conhecia, talvez porque seja difícil encarar a escrita como uma profissão. Até agora, ela era apenas uma diversão, uma alegria, uma terapia. De repente, tudo aquilo que eu tinha para dizer acabou transbordando e virando o e-book 30 Primeiras Vezes, e continua transbordando, gerando novos textos que em breve se juntarão para compor novos livros, blogs ou que for.  É, acho que virei Escritora e posso começar a comemorar o dia 25 de julho com muito orgulho! 

Escrever é fácil, basta colocar a alma na ponta dos dedos e deixar que ela encontre tradução nas letras do teclado, ou nas curvas da caneta ou, se for mais nostálgico ainda, na pena da tinteiro. Na Língua Portuguesa há várias regras, mas no momento em que o escritor se descobre, todas as regras aprendidas na escola transformam-se em ferramenta, e não mais em objetivo. A correção ortográfica fica para segundo plano, o que vale é expressar os sentimentos, as ideias, as angústias, os sonhos. Soltar a imaginação e deixar ela criar cenários para a realização dos mais diversos sonhos. O escritor usa o papel e a caneta para dar forma à imaginação. Assim como o leitor viaja nas páginas de um livro, o escritor também embarca nessa viagem. Os destinos são os mesmos, somente o tempo separa um personagem do outro. O escritor navega pelas águas, criando ancoradouros para o leitor jogar a sua âncora e viver suas próprias histórias.

Por mais que já tenham sido navegadas mil vezes, aquelas águas serão sempre as primeiras para o leitor que abre um livro pela primeira vez. Sendo assim, hoje é o dia do Escritor e do Leitor, pois o primeiro não existiria sem o segundo. Um escritor escreve primeiramente para si, mas se não houver a outra ponta, não será um escritor, será apenas mais um sonhador, entre tantos. Por isso, a partir de hoje, comemorarei o dia 25 de julho, não só como o dia do Escritor, mas também como o Dia da Gratidão. Gratidão por você estar aí, do outro lado da tela, onde eu por tantas vezes estive e ainda estou, atrás de tanta gente grande, que chego a me assustar com minha pequenez.

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