Como mudar o que mais irrita no casamento – Gary Chapman

O terceiro livro que li em 2013 foi “Como mudar o que mais irrita no casamento”, escrito por Gary Chapman. Comprei esse livro há algum tempo dos livrinhos da AVON, por que a capa me chamou a atenção. Achei que encontraria “técnicas” para “corrigir” pequenas atitudes que muitas vezes minam a rotina de um casal e que isso seri útil para o meu casamento que, na época em que comprei, estava apenas começando. Hoje, passados quase cinco anos de casados e oito de convivência, resolvi ler o tal livrinho, que estava esquecido na estante. E, para minha felicidade, descobri que não precisava lê-lo, pois de acordo com o que autor trás como problemas no casamento, meu casamento está ótimo!

Na verdade, ele não é indicado para as pequenas discordâncias pelas quais o casal passa ao ter que acarar a rotina de cuidar e criar um lar. Ele trata de problemas sérios, narra situações de casamentos realmente infelizes, cujo começo da crise pode ter sido a rotina sim, mas que com o passar do tempo, transformaram-se me problemas ainda maiores.

Porém, a grande sacada do livro, para o meu caso específico, foi o convite a reflexão. Durante a leitura do livro tive momentos de descobertas importantes, como a do fato de que não é possível mudar a outra pessoa. Podem existir comportamentos que nos irritam no casamento, mas dependendo da história de vida e da personalidade do outro, infelizmente ele não mudará, por mais amor e conversas que hajam no casamento. Cabe à parte incomodada refletir o quanto aquele comportamento a incomodade e se de fato, vale a pena a briga diária, ou o melhor é aceitar o outro com todas as suas limitações e contrariedades. Afinal, se um casal for exatamente igual em tudo, não discordarem nunca, não moderá haver crescimento enquanto casal. Serão sempre duas pessoas dividindo o mesmo espaço e vivendo suas perfeições em separado.

Vale a leitura, principalmente pelos questionamentos que ela desperta!

OBS: Este livro está participando do projeto Troca-troca divertido! Eu estou trocando-o por um brinquedo ou um livro infantil para ajudar nas ações de final de ano do Hospital São Lucas da PUCRS. Se quiser participar, escreva um comentário e entre em contato!

Boas leituras e bom final de semana!

 

 

Anúncios

Livro de Astro-Ajuda – Thedy Correa

O segundo livro que li em 2013 foi o “Livro de Astro Ajuda”, escrito pelo vocalista da banda de gaúcha Nenhum de Nós. Eu comprei esse livro há alguns anos atrás, se não me engano, durante uma Feira do Livro de Porto Alegre, atraída principalmente pelo autor, não tanto pelo texto.

Adoro a banda e as letras do Nenhum de Nós, e por consequência, adoro o Thedy. Sempre gostei de ouvir os comentários que ele fazia no Café TV COM e por isso, criei toda uma expectativa pelo livro, que é bom, mas não tanto quanto eu imaginava.

Nas poucas páginas do livro é possível reconhecer o músico talentoso, o pai amoroso, o fã deslimbrado. Versões de um ser humano, por trás do pop star.

O próprio Thedy fala na apresentação do livro que muitos textos foram retirados do blog da banda, o qual é alimentado por ele. Talvez aí esteja o problema. Os textos são informais e superficiais demais para um livro. Combinam com o formato para Internet, mas falta um pouco de estilo para ser considerado um bom livro, na minha opinião, evidentemente.

De qualquer forma, é um bom companheiro para uma tarde chuvosa ou uma semana de férias na praia. É uma leitura rápida, leve e agradável.

Abaixo, um dos trechos que detaquei:

“Por mais que seja necessário aperfeiçoamento técnico, teórico e prático para produzir uma arte com aspectos relevantes, acima de tudo está justamente a emoção. Ela é a antena da inspiração.

Os sentidos. O sentimento. A emoção. A inspiração. A arte. Essa é a verdadeira cadeia criativa.

Nunca é igual, mas sempre é assim.”

Boas leituras e bom final de semana!

Redescobrindo o Prazer de Viver – Regina Maria Azevedo

Ainda no início de 2012, uma amiga querida me emprestou um livro, sem pretensão, apenas com uma referência de que “parecia ser um livro legal”. O título do livro é “Redescobrindo o Prazer de Viver – Novas propostas para sua vida na virada do milênio”, escrito pela jornalista Regina Maria Azevedo à beira do Século XXI. Mesmo sendo um livro com mais de 10 anos de publicação, o livro é extremamente atual, abordando temas relativos à família, ao trabalho, à cidadania e à questões íntimas de cada um de nós.

Esse livro até poderia ter sido “somente mais um entre tantos”, não fosse os desdobramentos que trouxe para minha vida. Já na primeira parte do livro encontrei um texto que mexeu demais com os meus sentimentos do momento, fazendo inclusive com que eu repensasse a minha escolha profissional. O texto era direcionado aos pais (“Em nome do Pai”) e contava o caso de uma jovem arquiteta, de pouco mais de 30 anos, que abandonara a profissão para iniciar uma nova, começando do zero, ingressando na faculdade novamente para assumir os negócios da família, uma consultório oftalmológico. Esta história, apesar de não ter nada de parecido com a minha própria, foi o estopim para que eu repensasse a minha profissão de secretária executiva, que venho desempenhando com relativo sucesso há dez anos.

O texto da jornalista Regina Azevedo é claro, objetivo e profundo, mantendo-se atual em cada trecho, relatando problemas que até hoje aflige a humanidade. Abaixo, alguns trechos:

“Ruim é permanecer na escuridão do perigo, sem avistar a luz da oportunidade.”

” A crise nos alerta para o fato de que algo em nós pode ser aprimorado.”

“…um mal pensamento direcionado a quem quer que seja traz mais prejuízos a nós mesmos que aos outros.”

“Só por hoje procurarei meditar e me livrar de dois grandes males: a pressa e a indecisão.”

Separei outros trechos, porém, deixarei que cada um descubra por si o Prazer de Viver!

Esse foi o primeiro livro que concluí em 2013, um presságio de que será um bom ano de leituras!

 

A Trilogia 50 Tons

Oi Pessoal, pensei muito antes de escrever sobre a Trilogia 50 Tons, primeiro porque comentar um livro com conteúdo adulto já é bastante controverso, ainda mais uma trilogia. E segundo porque vi que já existiam tantos comentários, que mais uma resenha seria excesso de informação desnecessária. Porém, como estou de férias e resolvi retomar os meus blogs, comecei a escrever sobre o que é mais fácil para mim, os livros.

Comprei o primeiro volume da série por um impulso, uma curiosidade por causa de toda a repercussão que havia em torno do seu conteúdo. Sem expectativa, apenas comprei, para conhecer um gênero novo. E assim que comecei a ler, tive a mais grata surpresa. Primeiro porque discordo de quem fala que os livros são pornográficos, eles são eróticos, não pornográficos. Sobre os questionamentos quanto à escrita, acho que a autora não se preocupou com estética literária, e sim, com transmitir sentimentos e nesse quesito, todos os objetivos foram atingidos. Ao julgar um livro, temos que entender o contexto no qual ele está inserido. Esta trilogia é um romance fictício, longe da realidade de muitos, e seu conteúdo serve para alimentar a fantasia, como entretenimento, nada mais, e para isso, ele é excelente!

Sobre o conteúdo, no primeiro volume, 50 Tons de Cinza, o que se pode extrair de mais interessante é a relação entre dominador e submissa, um conceito um pouco mais distante da realidade do Brasil e da América do Sul, mas ao que tudo indica, muito mais popular nos Estados Unidos. O segundo volume, 50 Tons Mais Escuros traz um encantamento pela relação dos dois, pelo caso romântico em si. É possível entender porque a mocinha apaixonou-se pelo mocinho, mesmo conhecendo todas as nuances do seu amor dominador. Surgem novos personagens e novos acontecimentos, fora do Quarto Vermelho da Dor, que torna o livro mais empolgante do que o primeiro. Já no terceiro volume, 50 Tons de Liberdade, o que se tem é um fechamento de vários acontecimentos, a explicação para fatos que passaram nos volumes anteriores. É igualmente sedutor, mas parece que a autora perdeu um pouco do fôlego.

Li os três um na sequência do outro e fiquei com gostinho de quero mais. No final a autora parece deixar nas entrelinhas que pode haver um outro romance, de repente sobre a versão de Christian Grey da história. Seria interessante e já há muita expectativa para o filme, que espero, não estrague a essência de um romance erótico ao qual ele se propõe a ser.

Simplesmente pelo fato de tê-los lido na sequência um do outro, em um período de tempo relativamente curto, considerando todos os compromissos de trabalho e faculdade, considero recomendável para todos que sentem a necessidade de um pouco mais de fantasia em suas vidas!