Nós – Maria Avelina Fuhro Gastal

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Neste fim de semana terminei a leitura do 1º livro de contos da minha querida amiga, Maria Avelina Gastal, publicado pela Editora Metamorfose. Primeiro, contando um pouco sobre a história da autora. Avelina é assistente social por formação e atuou durante muito tempo no serviço público do estado do Rio Grande do Sul. Após a aposentadoria, em 2014/2015, não lembro ao certo, começou a dedicar-se a escrita. E, com certeza, temos só a agradecer por ela ter investido nesse hobby, que para nós, leitores, foi um presente.

O “Nós” é um livrinho pequeninho no tamanho, mas grande no impacto que seus contos causam no leitor. Com textos curtos, Avelina consegue atingir o coração, até mesmo do leitor mais desatento, trazendo “causos” da vida cotidiana, que poderiam muito bem acontecer com a vida de qualquer um, sendo que em muitos dos contos, realmente parece ser alguma lembrança real. Como conheço a autora e um pouco da sua trajetória, acredito que a história de vida dela possa ter contribuído para a criação de personagens tão ricos e diversificados. A leitura, apesar de rápida, de longe é fácil, pois mexe com as nossas recordações e nossas emoções, de uma forma que é difícil não ficar pensando nos personagens depois que viramos a página.

Alguns contos realmente chamaram a minha atenção, como por exemplo, o Ponto de Equilíbrio, o Cheiro de Lavanda e Flores e Samovar. Talvez por ser mãe, fiquei realmente tocada com os dois últimos, que antecedem o derradeiro Paradise Garden, este sim, despertou um sentimento que nenhum outro tinha despertado, o de raiva! Como disse para a própria autora após a leitura do livro, ele traz um pouco da comédia e da tragédia da vida privada de cada um.

Não sou muito acostumada à leitura de contos, mas estes, prenderam a minha atenção e conquistaram meu coração. Pela qualidade da obra e pelo meu vínculo com a autora, esse vai ser um dos queridinhos da minha estante.

Um livro para rir, se emocionar e, acima de tudo, refletir. Vale a leitura, sem dúvida!

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Faça a boa arte – Neil Gaiman

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Livrinho pequeninho, fácil de ler em um dia, mas que deixa uma mensagem importante para quem está começando uma carreira ou, como no meu caso, pensando em mudar de rumo. O livro é a transcrição de um discurso que o autor fez para uma turma de formandos University of the Arts, na Filadelfia, Estados Unidos. Esse discurso foi feito em 2012, mas tem alguns insights muito atuais, como por exemplo, quando ele diz que o You Tube e as redes sociais, ou qualquer outra tecnologia que supere essas, estão revolucionando o mundo do trabalho. Talvez um pouco de exagero para aquela época, mas uma grande verdade nos dias de hoje.

Neil Gaiman é um escritor, e por esse motivo, já ganhou minha admiração, porque ele não teve sucesso logo de cara, e mesmo assim, continuou acreditando naquilo que ele amava fazer. Ele conta no livro que o primeiro livro que ele escreveu, não teve muito sucesso, mas que lhe proporcionou sua primeira máquina de escrever eletrônica. Para mim, poder comprar um máquina de escrever, mesmo que hoje ela sirva só como decoração vintage, já seria considerado sucesso por mim!

Gaiman fala também da importância de acreditar em si e de aprender com os fracassos. E principalmente não trabalhar apenas pelo dinheiro.

“Se você não ganha o dinheiro, então você não tem nada. Se eu fizesse um trabalho do qual me orgulhasse, e não ganhasse a grana, ao menos eu teria o trabalho.”

Essa é uma mensagem legal, que eu gostaria de dizer para quem está se formando. Muitos jovens saem da faculdade almejando o sucesso em forma de $$$, mas muitas vezes é muito mais gratificante o mérito do que se faz, do que o valor que se recebe.

Gaiman não considera esse o conselho mais importante, o ponto mais alto de seu discurso. Mas sem dúvida, eu destacaria como uma boa reflexão para todos que, como eu disse no começo, estão começando ou mudando de carreira.

A seguir, mais alguns trechos legais do livro, que marquei durante a leitura:

“Eu aprendi a escrever escrevendo. Eu tendia a fazer qualquer coisa conquanto que parecesse uma aventura, e a parar de fazê-la quando parecia trabalho, o que significou que a vida não se parecia com trabalho.Eu aprendi a escrever escrevendo. Eu tendia a fazer qualquer coisa conquanto que parecesse uma aventura, e a parar de fazê-la quando parecia trabalho, o que significou que a vida não se parecia com trabalho.”

“E lembrem-se que não importa a área em que estejam, se você é um músico ou um fotógrafo, um artista fino ou um cartunista, um escritor, um dançarino, um designer, o que quer que você faça, vocês têm algo que é único. Vocês têm a habilidade de fazer arte.”

“E agora vão, e cometam erros interessantes, cometam erros maravilhosos, façam erros gloriosos e fantásticos. Quebrem regras. Façam do mundo um lugar mais interessante por vocês estarem aqui. Façam boa arte.”

Esse final foi o que eu mais gostei: Façam do mundo um lugar mais interessante. Esse sem dúvida, é um grande propósito de vida.

Vale a pena a leitura. O livro é pequenininho e bonito de se ter na estante. Se você não gostar da leitura, pode gostar do design dele, do projeto gráfico, das cores. Enfim, tudo foi pensado para ser motivador, não só para os formandos da University of Art, mas para todos os leitores.

Menáge a Trois – Paula Taitelbaum

Eu costumava dizer para todos que não gostava de poesia, mas tenho uma curiosidade bairrista por escritoras gaúchas, então, em algum momento da minha existência, comprei o livro Menáge a Trois, de Paula Taitelbaum, provavelmente em função da indicação da Martha Medeiros. Li o livro, mas não lembrava. Recentemente fui organizar minha estante de livros e achei o pequeno livro vermelho de poesias. Reli algumas e principalmente as que eu tinha marcado. Elas são ótimas, curtas e muito inteligentes. Como o título sugere, ele tem um conteúdo adulto, mas não é só isso. Na verdade, o título me parece uma brincadeira com os outros livros da autora, pois esta é uma coletânea dos livros “Eu versos Eu”, “Sem Vergonha” e “Mundo da Lua”. Nesta releitura, destaco alguns versos que me chamaram a atenção.

“Lua e Sol

Somos dois opostos

Sob o mesmo lençol.”

“Somos só nós dois.

E os nossos pecados.

Sem culpas

Nem culpados.”

“Um dia

Você se dá conta

Que a paixão

Não vem pronta

Nem fica tonta

Por tanto tempo.

Os modos

Mudam

Os medos

Nos fazem mudos.

E o que era tudo

Torna-se agora médio.

Que remédio…

Senão matar esse pavor

Com um amor

Maior que o tédio.”

E o mais legal desse livro, é que depois de ter ficado muito tempo na minha estante, hoje ele mora em outra casa. Dei ele de presente para uma colega de trabalho que também é escritora, mas que gosta de poesias. Achei que ela fosse ficar feliz, mas ela ficou MUITO FELIZ! E eu mais ainda, que adoro gente que gosta de livro! Fico feliz que meu livro, velinho, com páginas amareladas e marcas nas orelhas, agora vai morar em outra estante, encantando novos lares. E o livro segue sua trajetória, mudando o mundo de alguém e, ao mesmo tempo, aumentando o número de leitores. Aconselho que façam isso, deem livros de presentes, mas livros lidos tem mais emoção do que livros novos.menage_8525416371_hd

 

Update – Projeto 1001 Livros para Ler Antes de Morrer – O Pequeno Príncipe, de Antoine de Saint-Exupéry

Pequeno Principe

Esse foi o único livro da lista do Peter Boxall que considero lido, assimilado e para a vida toda. Ele é de uma inteligência e sensibilidade incríveis, que por vezes, parece mesmo ter sido escrito por uma criança. Ao acompanhar a viagem do Pequeno Príncipe, saído do asteróide B612 nós aprendemos grandes lições para a vida. Um livro atemporal e livre para todos os públicos. Para perceberem o quanto eu amei esse livro, eu li quando era criança, reli quando presenteei meu afilhado com meu exemplar, quando ele estava com 07 anos, usei com meus alunos de especialização na FTEC em 2009 e agora, recentemente, estou lendo para meu filho de 03 anos. Vale a leitura e valem todas as reflexões por ele semeadas. Abaixo, algumas frases extraídas do livro:

“As pessoas grandes precisam sempre de explicações…”

“É loucura odiar todas as rosas porque uma te espetou.”

“É preciso que eu suporte duas ou três larvas se quiser conhecer as borboletas. Dizem que são muito belas.”

“As estrelas são todas iluminadas…Não será para que cada um possa, um dia, encontrar a sua?”

E a que eu mais gosto, apesar de não dela não estar entre as mais famosas:

“Quando a gente lhes fala de um novo amigo, elas jamais se informam do essencial. Não perguntam nunca: ‘Qual é o som de sua voz?’ ‘Quais os seus brinquedos favoritos?’ ‘Será que coleciona borboletas?’Mas perguntam: Qual sua idade? Quantos irmãos ele tem? Quanto pesa? Quando ganha o seu pai? Somente então elas julgam conhecê-lo…”

Posso ter lido só esse livro por enquanto. Mas com certeza, fui bem iniciada.

Até o próximo post!

Projeto – 1001 Livros para Ler antes de Morrer

Hoje fui procurar o livro 1001 Livros para Ler antes de Morrer, de Peter Boxall, e infelizmente, constatei que ele está esgotado em diversas livrarias on line. Por sorte, encontrei a lista dos livros ali publicados no site randomicidades.wordpress.com. Li com cuidado a lista e tristemente percebi que só havia lido 01 desses livros! Em toda minha vida de leitora, nesses últimos 30 anos de vida alfabetizada, só li 01 clássico (O Pequeno Príncipe, de Antonie Exuperry)? Fiquei chocada! Claro que tem alguns livros de literatura básica das escolas que li quando criança, mas não contei esses, pois já não lembro mais das histórias. Então lerei de novo.

Não vou publicar toda a lista aqui, porque ela é enorme. Começarei publicando uma pequena lista de desejos de leituras para esse ano.

A princípio, não comprarei nenhum desses livros. Tentarei primeiro procurar nas bibliotecas. O primeiro que começarei a ler, ainda hoje, será o “A tarde de um Escritor”, de Peter Handke. A motivação para ler esse primeiro foi o tamanho. Ele tem 79 páginas. Acho que consigo ler em 15 dias, que é o prazo para devolução na biblioteca do meu trabalho. Postarei as atualizações desse projeto.