Roube como um Artista – Austin Kleon

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Muito tenho pensado e pouco tenho escrito sobre criatividade e isso tem me angustiado, então hoje, levantei na hora que o despertador tocou e resolvi escrever a resenha do livro “Roube como um Artista”, de Austin Kleon, para ver se sacio um pouco a minha vontade de ser mais criativa.

O livro é rápido e fácil de ler, por isso recomendo que seja lido mais de uma vez, ao longo do processo criativo de todos nós. Ele traz no subtítulo a frase “1o dicas sobre criatividade”, mas ele é muito mais do que isso. Contando como é o seu processo criativo, o design e escritor Austin Kleon literalmente fala o óbvio sobre ser criativo, e por ser tão óbvio, ele acaba sendo inovador. As primeiras ideias apresentadas no livro, sobre nada ser original, em um primeiro momento, causa um certo constrangimento, pois ao ler pode parecer que estamos cometendo realmente um crime quando, ao ver um filme, ou ler um livro, insights são despertados em nós e acordamos para determinado assunto (como eu estou fazendo hoje com a criatividade). Mas depois, ao longo da leitura, percebemos o quanto é verdadeiro e lícito o que ele diz no início, sobre a importância de criarmos a partir do que já existe e que a próprio polêmica criada por ele no início da obra é um gatilho para despertar a criatividade escondida em nós.

Ao longo da leitura do livro somos presenteados com muito mais do que 10 dicas sobre criatividade, pois em cada uma delas há outras tantas imbutidas, que quando terminamos a leitura, ficamos pensando: Como não pensei nisso antes?

Assim, exercendo a minha criatividade, criei duas resenhas para este livro. Uma na versão analógica, publicada no meu blog oficial, e esta aqui, digital, mais direta, menos rica de detalhes, sem o cheiro da tinta no papel e sem o ruído da caneta tingindo o papel. Ambas são diferentes e complementares, mas falam do mesmo livro e foram escrita pela mesma pessoa, o que mostra o quando podemos ser plural, quando experimentamos todas nossas possibilidades.

Uma boa semana e boa leitura!

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A Culpa é das Estrelas – John Green

 

Acordei hoje com a resenha do livro “A Culpa é das Estrelas”, de John Green, pedindo para ser escrita. Li o livro e assisti ao filme, por isso, meus comentários serão de ambos.

Primeiro sobre o livro. Estava resistente a ler o livro, por imaginar ser um romance para adolescentes. Contudo, o anúncio do filme e a repercussão constante do livro chamaram minha atenção, fazendo com que eu comprasse o livro. Comecei a ler sem muita pretensão, e logo no início o humor sarcástico da personagem principal, Hazel Grace Lancaster me conquistou, prendendo minha atenção até a última página. Mas como está escrito na contracapa do livro, não é só risos e graça que acompanha os últimos dias dos personagens. Ele é brutal também, como brutal é o câncer, doença que serve como pano de fundo para o romance dos dois adolescentes.

O livro é menos uma história de sobreviventes e mais um caso de amor. O amor inocente, que surge de uma amizade, em um momento de fragilidade corporal de seus amantes, mas de grande maturidade emocional. Hazel Grace, em estágio terminal, considera-se uma granada, prestes a explodir e quer evitar o inevitável, que Augustus Waters se apaixone por ela. Esse poder ninguém, mesmo com plena saúde, tem. O amor surge nos lugares improváveis para transformar em realidade os sonhos prováveis de todos nós. Gus apaixona-se contra a vontade de Hazel e vive essa paixão, principalmente porque ela é a única coisa que eles tem. O amor, as brincadeiras, as aventuras, as loucuras decorrentes dele preenchem  os vazios que a doença cria. E assim, o livro se desenvolve, com muita graça, muita emoção e acima de tudo, muito amor.

Não vou contar mais senão perde a graça, porque John Green escreve com a alma, e cria um enredo que muda completamente do meio para o final. Impossível não levar às lágrimas, assim como é impossível não querer repetir o roteiro que os pequenos apaixonados fizerem em Amsterdã. Linda história, belo texto, que encanta adolescentes sonhadores, que esperam viver um amor desta intensidade, e sensibiliza adultos, já esquecidos do quanto pode ser lindo o amor, quando escolhemos vive-lo sem racionalizar cada segundo ao lado de quem amamos.

Agora o filme: Muito fiel com o enredo do livro, mas mais enfeitado. Os produtores procuraram enfeitar um pouco mais a história, para que não fosse um rio de lágrimas do início ao fim, mas com isso tiraram um pouco da beleza da história. Contudo, é um bom filme, principalmente pela atuação dos jovens atores, que souberam dar vida aos personagens de John Green, valorizando os pontos fortes de cada um; a doçura de Hazel e o sarcasmo encantador de Augustus. É o cinema norte-americano levando a literatura às telonas, e minha esperança é que a telona leve mais pessoas aos livros, pois é nos detalhes esquecidos pelo filme que encontra-se a verdadeira magia da história, inclusive a explicação do título, de porque a culpa é das estrelas.