Resenha – A Graça da Coisa – Martha Medeiros

livro-a-graca-da-coisa-sinopse-e-preco-4Minha relação com a Martha Medeiros é antiga. Comecei a acompanhar o trabalho dela lendo o Jornal Zero Hora, no qual ela tem uma coluna dominical. Seus textos são escritos sempre em linguagem coloquial e a impressão que se tem é que estamos em uma mesa de bar conversando com uma amiga. Ela é direta e ao mesmo tempo, consegue extrair poesia até mesmo de um objeto, como em “A Graça da Coisa” (2013), onde ela narra possíveis situações vividas por uma mesa da cozinha.

Neste novo livro de crônicas, Martha apresenta filmes, livros, peças de teatro e textos referente a datas festivas e comerciais, como o dia da Mulher e o dia dos Namorados. Não foge muito à regra de seus livros, e por isso mesmo se caracteriza como uma leitura suave, atraente e que te empurra para o próximo livro.

Uma crônica que me chamou a atenção nesta publicação foi a “Narrar-se”, que tem como pauta a psicanálise e o processo de analisar a nós mesmos,. Segundo ela, “a introspecção não costuma atingir muitos pontos no ibope, mas é a partir dela que se constrói uma vida que merece ser contada.”  É por essas e por outras que gosto do estilo como a Martha escreve. Ela consegue tirar de um fato corriqueiro, como um novo programa de tv (no caso a mini série Sessão de Terapia), uma reflexão que poderíamos fazer a qualquer momento, mas que nunca havíamos pensado sobre.

Há muitos críticos do seu estilo e principalmente do seu sucesso, mas não importa. Continuarei lendo seus livros (o próximo será o “Simples Assim”, que já está na fila de leituras em andamento) e recomendando quando achar válido, por acreditar que ler suas crônicas é dar um passo no caminho do autoconhecimento. Através dos temas que levanta em seus textos, Martha abre janelas para que possamos acessar redutos escondidos em nossa mente e coração. Vale a leitura sempre, mas é um ótimo companheiro para um fim de semana na praia ou uma viagem curta de férias. Leve, divertido e atraente, como um bom livro deve ser.

Outros livros lidos da autora:

  • Trem-Bala (1999)
  • Non-Stop (2000)
  • Santiago do Chile (1996)
  • Divã (2002)
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100 Livros da vida – Parte II – Adolescência

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Estamos falando aqui do final dos anos 90, beirando o ano 2000, com idade entre treze e dezessete anos. Não da adolescência de hoje em dia que inicia aos 08 anos!

Nessa época, além das leituras obrigatórias para o colégio, estava fissurada nos romances dramáticos da Danille Stell. Recapitulando sua bibliografia agora, para escrever este post, lembro de ter lido pelo menos cinco livros dela:

11. Agora e Sempre
12. Tudo pela Vida
13. Relembrança
14. Jóias
15. Um só vez na vida.

Destes, o que mais gostei foi o Relembrança. Deixo aqui uma resenha que encontrei na internet, pois obviamente não me lembro da história com riqueza de detalhes para resenhar aqui. Mas lembro ser o enredo típico da Danielle Steel, uma mocinha, uma tragédia atrás da outra, até a reviravolta e o encontro do amor eterno. Para quem gosta de romance com muito açúcar e muitas lágrimas, recomendo qualquer um dos livros da Danielle. Ela é ótima na descrição dos cenários e na caracterização psicológica das personagens.

Além da Danielle, também li alguns livros do Paulo Coelho.

16. Nas Margens do Rio Piedra, eu sentei e chorei
17. Brida
18. As Valquírias
19. Maktub

Bom, o que dizer sobre isso? Eu tinha meus 15, 16 anos, achava-o interessante, mas nunca concordei com o fato dele ter ocupado uma cadeira na Academia Brasileira de Letras. Destes que li, o único que me lembro bem é o Maktub, um livro pequeninninho, de capa dura azul e grafado em dourado. Na verdade nem deveria contar nesta listagem, pois se trata de uma coleção de pensamentos extraídos de outras obras do autor. Através das frases, dá vontade de ler um ou outro livro. Foi assim que cheguei até o “Nas margens do Rio Piedra eu sentei e chorei”. Hoje em dia não leio nem leria mais Paulo Coelho, porque a gente evolui, até com o que de ruim se lê por aí, mas naquela fase da vida, quando a fantasia reinava, eu gostava dos seus romances bobinhos. Como agora eu não gosto mais dele, não saberia para quem recomendar.

Além desses autores, dissecados em mais de um livro, ainda lembro de ter lido e gostado muito do “Confissões de Adolescente” (20), da atriz Maria Marianna e do “Feliz Ano Velho” (21), do Marcelo Rubens Paiva.

O “Confissões de Adolescente” depois virou peça de teatro e mais recentemente série para a TV e filme. São trechos do diário da atriz, onde ela  conta os sabores e os desamores de sua adolescência, com um “Q” de irreverência que qualquer adolescente certinha invejaria. Divertido, real e sempre atual, aborda temas como amizade, sexo, drogas e relacionamento com os pais.

Já “Feliz Ano Velho” foi uma leitura mais adulta, que fala sobre o acidente que o autor sofreu aos 20 anos, ficando paraplégico. Além do drama pessoal, a temática da ditadura no Brasil também aparece e por isso acabou sendo indicado como leitura de estudo em muitas escolas, inclusive na minha. Foi um livro que eu lembro ter me marcado, pois unia história real, drama, romance e um pouco de aventura, coisas que me agradavam muito.

Assim como na infância, com certeza li outros, mas vamos ficar com estes, que foram os mais marcantes.

Até mais, quando ingressarei na fase adulta!

61ª Feira do Livro de Porto Alegre – A Feira que não vi, mas vivi.

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A Feira do Livro de Porto Alegre acontece de forma ininterrupta há 60 anos e acho que pelo menos nos últimos 10 anos eu fui em todas, ou em quase todas. No ano de 2010 ela foi reconhecida como patrimônio imaterial da cidade, pela Secretaria Municipal da Cultura. Neste ano, tem como patrono o poeta e escritor gaúcho Dilan Camargo e conta com a participação de quase 200 expositores.

Todas essas informações eu retirei da internet, porque este será o primeiro ano que não irei na Feira. Ela ainda não terminou, mas eu sei que não vou, porque estou 100% dedicada ao meu pequeno, e não me queixo disso, apenas lamento perder o furdunço da Feira, o cheiro de livro novo misturado com o a madeira e grama molhada da Praça da Alfândega, e a deliciosa sensação de descobrir aquele livro desejado com desconto.

Mesmo que digam que os descontos não são mais os mesmos de antigamente, que os expositores são comerciais demais e literários de menos, mesmo assim, a Feira do Livro é e sempre será o momento em que leitor, livro e livreiro estão mais próximos, sendo um o reflexo do outro. Um esperando pelo outro, um se mostrando para o outro e estabelecendo o mais lindo contato entre obra, criador e público. É sem dúvida um espetáculo a céu aberto.

Contudo, não irei na Feira esse ano. Mas não deixarei de vivê-la. Tenho acompanhado as notícias, os lançamentos e a programação pela internet e pelos jornais. Voltei a ler meus livros queridos e esquecidos, entre uma mamada e outro, para sentir novamente a gostosa sensação de me perder nas páginas de um livro e não ver o tempo passar e, principalmente, já fiz a minha listinha de desejados. Se não conseguir que alguém vá na Feira por mim, decidi que não vou ficar sem meus livros novos. Vou comprar pela internet ou na loja física, por tele-entrega! Se não posso ir até os livros, que eles venham até mim!

Aqui está a minha seleção de livros desejados:

– Simples Assim – Martha Medeiros. Não pode faltar, todo ano compro um livro novo dela. Ano passado não comprei, mas ganhei! É uma relação antiga, da qual falarei mais em breve, no post que publicarei sobre os 100 livros da vida, parte 3 – Vida Adulta.

-Tudo que se perde, tudo que se ganha – Clarissa Corrêa. Não conheço essa autora, mas achei interessante o título e principalmente a capa.

– Apenas um ano – Gayle Forman. Também nunca li, mas seus livros anteriores ficaram bastante tempo nas listas de mais vendidos. Histórias de amor sempre são boas de ler, está na hora de conhecê-lo.

– A vida sem crachá – Claudia Giudice. Desconhecida também, mas histórias reais me agradam. Ainda mais sobre esse assunto, tão em alta ultimamente.

Por hora era isso, espero conseguir adquirir pelo menos um deles. Boas leituras e bom passeio para quem for na Feira!

100 Livros da Vida – Parte 1 – Infância

Inspirada na meta da Ana Steffen, do blog Vinte e Todos Anos, de ler 250 livros até completar 30 anos (em agosto de 2016), resolvi estabelecer um objetivo semelhante: Chegar aos 35 anos (em maio de 2016), tendo lido pelo menos 100 livros. Como antes do Livroterapia nunca tinha registrado os livros lidos, começarei hoje, com este post, um exercício de memória, tentando recapitular pelo menos 10 obras lidas durante a infância.

1- A Princesa e a Ervilha

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Esse com certeza foi o primeiro livro lido diversas vezes (e outras tantas “escutando” minha mãe ler para mim). Apresenta a história de uma princesa, que para provar sua origem e casar-se com o príncipe, precisa passar por uma prova estranha, inventada pela mãe do príncipe.

2- Pollyanna – Eleonor H. Porter
3- Pollyana Moça – Eleonor H. Porter

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Esses dois livros inesquecíveis, que apresentam a menina e depois a moça, Pollyanna, criadora do jogo do contente, uma forma de ver a vida de um jeito positivo, sempre valorizando o que se tem e não o que se almeja. Lição de vida para muitos adultos e leitura obrigatória para todas as meninas, entre os 07 e 18 anos (ou para quem mais se sentir tocado pela sensibilidade da menina-mulher mais incrível que eu conheci na infância).

04- A Droga da Obediência. Esse era um dos livros de aventura que líamos para o colégio. Não lembro direito da história, mas lembro que gostei. Envolve turma de amigos e missões secretas que empolgam a criançada por volta dos 10, 11 anos.

05- Sete faces do Primeiro Beijo – Era parte de uma coleção de livros que reuniam crônicas de diversas situações vivenciadas pela primeira vez. Lembro desse do primeiro beijo, porque na época estava ansiosa para vivenciar esse momento, e achei interessantíssimo. Uma boa iniciação para os romances água com açúcar que se seguiriam.

06- O Rapto do Garoto de Ouro: Um dos tantos da Coleção Vagalume, leitura obrigatória do colégio, que consagrou o autor Marcos Rey como escritor infanto-juvenil.

07- A Bolsa Amarela – Lygia Bojunga Nunes: Outro da série “não lembro a história, mas lembro que gostei”, cuja capa tenho até hoje na minha memória: uma bolsa amarela, com alça grande e um galo espiando para fora! 🙂

Sugestões de presentes para crianças

Sugestões de presentes para crianças

08- O Pequeno Príncipe – Saint Exupery: Grande clássico da literatura infantil. Li a primeira vez na infância, mas fiz outras leituras ao longo da vida, inclusive agora estou relendo, para preparar uma versão adaptada para dar de presente ao meu filho em seu primeiro aniversário (Agosto de 2016).

09- A História de Dois Amores – Carlos Drummont de Andrade: Meu primeiro contato com um grande autor! Conta as aventuras de um elefante e um “pulgo” que habita sua orelha. História de amizade e amor. Ainda pretendo comprar esse livro novamente, para dar ao meu filho.

10- O Menino Maluquinho – Ziraldo: Também me lembro de ter lido diversas vezes. Achava engraçadas as peripécias do menino que vestia uma panela como boné.

Com certeza há outros livros, porque vivia na biblioteca do Colégio e ia direto para o lugar dos meus prediletos. Porém, esses foram os que consegui puxar pela memória, neste doce exercício de lembrar os 100 livros da minha vida.