Livros indicados por Hemingway

Morro dos Ventos Uivantes

Olá queridos amigos leitores:

Hoje trago aqui uma dica do blog da TAG, um clube de assinatura de livros que um dia eu ainda vou assinar. Mas enquanto esse dia não chega, sigo lendo o blog, que é fantástico! Hoje recebi por e-mail o link desse post, sobre indicações feitas por Hemingway para todos que se aventuram a escrever.

Dos 17 títulos mencionados, eu tenho em casa O Morro dos Ventos Uivantes, comprei por ser um clássico, mas não cheguei a abri-lo. Agora com essa motivação, acho que vou começar a ler mais um livro!

A propósito, o blog anda meio parado porque até agora infelizmente não terminei a leitura de nenhuma obra! Estou lendo vários, mas aos pedacinhos, pois o tempo de leitura infelizmente é curto para uma mãe de bebê de dois anos. Mas vejo que sempre há movimento nos posts do blog, o que me deixa muito feliz. Obrigada pelo prestígio, apesar da ausência.

Se quiserem conhecer um pouco mais sobre a minha escrita, lembro que o livro 30 Primeiras Vezes continua à venda, diretamente comigo, pelo valor de R$ 25,00. Interessados é só mandar um e-mail para cristiane.snetto@gmail.com.

Até mais! E vou adorar saber se vocês já leram algum, ou mais de um, dos livros indicados por Hemingway! Deixa nos comentários aí embaixo!

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O Gênio Idiota, de Paulo Santana

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Hoje, dia 20 de julho, dia da Amizade, está sendo velado na Arena do Grêmio o jornalista Paulo Santana. Em 1992 ele publicou um livro de crônicas, chamado O Gênio Idiota. Eu comprei esse livro e dei de presente para o meu avô, que era tão gremista quanto o Santana. Foi o único livro que meu avô manteve perto da cabeceira da cama, até falecer, em 2002. Mas por essas coincidências loucas da vida, Santana veio a falecer na véspera do dia da Amizade. Digo isso porque ele escreveu em o Gênio Idiota, uma das mais belas crônicas sobre amizade que já li na vida e com a qual já presenteie vários amigos ao longo desses 36 dias da Amizade vividos até o hoje. O pouco tempo que tenho para escrever mata a minha criatividade, então reproduzo aqui as palavras de Paulo Santana, em homenagem a ele, o imortal tricolor, e aos meus amigos de perto e de longe, que muitas vezes nem sabem que são meus amigos…

Amigos – Paulo Sant’Ana

“Tenho amigos que não sabem o quanto são meus amigos. Não percebem o amor que lhes devoto e a absoluta necessidade que tenho deles.

A amizade é um sentimento mais nobre do que o amor, eis que permite que o objeto dela se divida em outros afetos, enquanto o amor tem intrínseco o ciúme, que não admite a rivalidade.

E eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos!

Até mesmo aqueles que não percebem o quanto são meus amigos e o quanto minha vida depende de suas existências…

A alguns deles não procuro, basta-me saber que eles existem.

Esta mera condição me encoraja a seguir em frente pela vida.

Mas, porque não os procuro com assiduidade, não posso lhes dizer o quanto gosto deles. Eles não iriam acreditar.

Muitos deles estão lendo esta crônica e não sabem que estão incluídos na sagrada relação de meus amigos.

Mas é delicioso que eu saiba e sinta que os adoro, embora não declare e não os procure.

E às vezes, quando os procuro, noto que eles não tem noção de como me são necessários, de como são indispensáveis ao meu equilíbrio vital, porque eles fazem parte do mundo que eu, tremulamente, construí e se tornaram alicerces do meu encanto pela vida.

Se um deles morrer, eu ficarei torto para um lado. Se todos eles morrerem, eu desabo!

Por isso é que, sem que eles saibam, eu rezo pela vida deles. E me envergonho, porque essa minha prece é, em síntese, dirigida ao meu bem estar. Ela é, talvez, fruto do meu egoísmo.

Por vezes, mergulho em pensamentos sobre alguns deles.

Quando viajo e fico diante de lugares maravilhosos, cai-me alguma lágrima por não estarem junto de mim, compartilhando daquele prazer…

Se alguma coisa me consome e me envelhece é que a roda furiosa da vida não me permite ter sempre ao meu lado, morando comigo, andando comigo, falando comigo, vivendo comigo, todos os meus amigos, e, principalmente os que só desconfiam ou talvez nunca vão saber que são meus amigos!”

Paulo Sant’Ana

Mamãe é rock – Ana Cardoso

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Nesta fase de estreiante na maternidade (acho que estarei para sempre nela), é natural que meu interesse se volte para livros que falem sobre mães e crianças. Como tinha gostado do Papai é Pop, do Piangers, acabei indo no embalo e comprei o Mamãe é rock, da Ana Cardoso, esposa do Piangers.

Como aqui é um espaço para expressar a minha opinião, e eu estou longe de ser uma crítica literária, tomo a liberdade de dizer que o melhor do livro, assim como no do Piangers, são as tiradas geniais da Aurora e da Anita. Não simpatizei com o tipo de escrita da Ana Cardoso, ela narra acontecimentos, mas não conta histórias, como o Piangers. Talvez meu erro tenha sido ler um muito perto do outro, e as comparações foram inevitáveis, mas na verdade, não consegui me conectar com os textos. Acho que faltou emoção.

Ela narra acontecimentos diários que poderiam acontecer em qualquer casa com duas crianças, tenta ser engraçada, mas de um jeito que não me convenceu. Para mim, o que ficou da leitura foram as risadas com as peripécias das meninas e o consolo de saber que não estou só nas agruras de tentar criar um filho no mundo atual.

Não considero como o lado feminino da obra do Piangers, pois mesmo a “matéria-prima” ser a mesma, faltou à Ana a reflexão e a emoção do Piangers em cada texto escrito.

É uma obra genérica, sem grandes prescrições, mas vale a leitura para quem estiver com um tempinho livre e quiser rir um pouquinho com as meninas.

 

Amor à moda antiga – Fabrício Carpinejar

Amor à moda antiga foi o primeiro livro de poesias que li do início ao fim, em uma única tarde. Eu não costumo ler poesia, não escrevo poesia por total falta de capacidade. Mas em janeiro, enquanto estava acompanhando meu filho na adaptação da escolinha, período difícil para nós dois, deixei-o chorando aos cuidados das professoras e saí chorando em busca de alento.

Encontrei, nessa caminhada solitária, uma livraria. O melhor lugar para afogar minhas mágoas. Tudo bem que não era uma grande livraria, mas tinha o tamanho suficiente para me distrair por alguns minutos. Enquanto olhava as prateleiras, encontrei muitos títulos conhecidos e outros tantos que nunca ouvira falar. Entre eles, escondidinho, com uma capa branca, meio sem graça, encontrei um livrinho fininho, simplório, mas que, por algum motivo, me cativou. Era o “Amor à moda antiga”, do Fabrício Carpinejar.

Até esse momento, só tinha lido crônicas e nada mais. A figura de Carpinejar é estranhíssima, e mais estranho ainda é perceber que daquela casca tão exótica, pode sair um conteúdo tão sensível. Pois falando em sensibilidade, estando eu com os nervos à flor da pele naquela tarde quente do verão escaldante de Porto Alegre, comprei o livro e o levei até uma praça próxima à escolinha onde meu filho estava tentando se adaptar.

Li todo o livro naquela tarde, mas interrompi a leitura quando cheguei nesse poema, pois a dor da separação já estava forte demais.

 

 

Amor a moda antiga

Nesse momento, antes que as lágrimas molhassem as folhas, fechei o livro e peguei meu celular (não tinha levado nem um bloquinho com caneta!) e escrevi a primeira carta de amor e de dor para meu amado filho, falando justamente daquele momento que estávamos vivendo, o da nossa primeira grande separação. Foi intensa a experiência, tanto da leitura dos poemas, como da escrita.

Esse é o típico livro que ficou marcado mais pelo momento em que foi lido, do que pelo conteúdo em si.

Os poemas constantes no livro, todos muito genuínos e sinceros, são curtos, objetivos e de fácil leitura. Falam de amor e de desamor, mas o que mais me encantou foi o seu formato e o modo como ele foi escrito. Em tempos de predomínio dos ebooks, moda que eu não curto muito, Carpinejar “inovou” ao escrever seus poemas em uma máquina de escrever e optar por publicá-los assim, sem edição, com as correções feitas à mão, o que proporcionou um tom ainda mais intimista à obra, já um tanto quanto memorial e bibliográfica.

Lindo o livro, bela a edição e simplesmente devastadoras as emoções despertadas. É impossível não se enxergar em pelo menos um dos poemas.

Indico, menos para quem está em um momento bucólico, senão vontade de cortar os pulsos será pouco.

Lista de desejos para a Feira do Livro de Porto Alegre

E começou, no dia 28 de outubro, mais uma edição da Feira do Livro de Porto Alegre. Este ano estão dizendo que deve ser a Feira da Superação, pois a crise econômica nacional atingiu o mercado editorial, e a diminuição dos recursos federais fez com que o espaço da Feira fosse reduzido drasticamente.

A única coisa que não foi atingida pela crise foi a minha vontade de comprar livros, então aí vai a minha listinha de desejos:

  • Vida Querida, ALICE MUNRO
  • Fugitiva, ALICE MUNRO
  • Navegue a Lágrima, LETÍCIA WIERZCHOWSKI
  • 501 Livros que merecem ser lidos, VÁRIOS ORGANIZADORES
  • Sobre a Escrita, STEPHEN KING
  • Crônicas para Jovens de escrita e vida, CLARICE LISPECTOR
  • Fralda Justa, ADAM WASSON

Se alguém já leu algum desses livros e gostaria de compartilhar suas opiniões, ficarei muito feliz!

25 de Julho – Dia do Escritor ou Meu Dia da Gratidão

dia do escritor

Re-publico aqui partes de um texto meu publicado originalmente no blog Cris Netto, em 25 de julho de 2014, em homenagem ao Dia do Escritor.

Através destas poucas palavras, deixo meu sincero agradecimento a todos os escritores, que com o dom da palavra, transformam qualquer dia cinzento em um lindo dia de primavera.

Posso ser ingênua em querer sempre vislumbrar o lado positivo de todas as situações, mas cresci em meio aos livros e graças a isso, meu horizonte é maior do que o espaço que meus olhos conseguem visualizar. E até hoje ainda não me arrependi de enxergar o arco-íris depois de cada tormenta.

Um viva a todos àqueles que dedicam a sua vida para criar sonhos em nossas vidas!

Lamento que em nosso país o escritor seja tão pouco valorizado, pois um bom livro pode ajudar no combate aos principais males do nosso século: o estresse, a depressão e a ansiedade. Vivemos em uma sociedade tão líquida e efêmera que o tempo parado em uma sinaleira já causa ansiedade, e o que dizer então das horas em que nossa mente viaja enquanto estamos com uma grande obra nas mãos? Aqueles que se concentram realmente na leitura, colocam sua atenção plena no que estão fazendo, ganham em conhecimento e em paz de espírito. Porque dedicar-se à leitura é também cuidar de si, da alma, daquilo que melhor representa a nossa essência.

Agora sim, trechos do post de 2014:

Estranho receber os cumprimentos pelo Dia do Escritor. Uma data que eu não conhecia, talvez porque seja difícil encarar a escrita como uma profissão. Até agora, ela era apenas uma diversão, uma alegria, uma terapia. De repente, tudo aquilo que eu tinha para dizer acabou transbordando e virando o e-book 30 Primeiras Vezes, e continua transbordando, gerando novos textos que em breve se juntarão para compor novos livros, blogs ou que for.  É, acho que virei Escritora e posso começar a comemorar o dia 25 de julho com muito orgulho! 

Escrever é fácil, basta colocar a alma na ponta dos dedos e deixar que ela encontre tradução nas letras do teclado, ou nas curvas da caneta ou, se for mais nostálgico ainda, na pena da tinteiro. Na Língua Portuguesa há várias regras, mas no momento em que o escritor se descobre, todas as regras aprendidas na escola transformam-se em ferramenta, e não mais em objetivo. A correção ortográfica fica para segundo plano, o que vale é expressar os sentimentos, as ideias, as angústias, os sonhos. Soltar a imaginação e deixar ela criar cenários para a realização dos mais diversos sonhos. O escritor usa o papel e a caneta para dar forma à imaginação. Assim como o leitor viaja nas páginas de um livro, o escritor também embarca nessa viagem. Os destinos são os mesmos, somente o tempo separa um personagem do outro. O escritor navega pelas águas, criando ancoradouros para o leitor jogar a sua âncora e viver suas próprias histórias.

Por mais que já tenham sido navegadas mil vezes, aquelas águas serão sempre as primeiras para o leitor que abre um livro pela primeira vez. Sendo assim, hoje é o dia do Escritor e do Leitor, pois o primeiro não existiria sem o segundo. Um escritor escreve primeiramente para si, mas se não houver a outra ponta, não será um escritor, será apenas mais um sonhador, entre tantos. Por isso, a partir de hoje, comemorarei o dia 25 de julho, não só como o dia do Escritor, mas também como o Dia da Gratidão. Gratidão por você estar aí, do outro lado da tela, onde eu por tantas vezes estive e ainda estou, atrás de tanta gente grande, que chego a me assustar com minha pequenez.

A favor do Vento – Duca Leindecker

A literatura, em todas as suas formas, é tão encantadora que proporciona o encontro de uma guitarra com um livro, interrelaciona a intensidade dos sentimentos de um homem apaixonado com o instantâneo devaneio proporcionado pelas drogas. Misto de ficção e realidade compõem o cenário de “A Favor do Vento”, de Duca Leindecker.

Uma novela gostosa, leve, boa para qualquer momento. Escrita com simplicidade, sem ser chula, com cuidado sem ser prolixa, com romantismo sem ser piegas. “A Favor do Vento” é uma companheira para as férias de verão ou para os fins de semana do inverno.

Aconselho todos os leitores a se desprenderem de preconceitos e se entregarem a esta história, que apresenta aos amantes da leitura os bastidores do rock gaúcho e surpresas do coração.

Fiz um desapego desse livro, para participar de um programa de troca troca literário, na certeza de que ele irá proporcionar momentos de risos e choros para outra amante da literatura.

Resenha – A Graça da Coisa – Martha Medeiros

livro-a-graca-da-coisa-sinopse-e-preco-4Minha relação com a Martha Medeiros é antiga. Comecei a acompanhar o trabalho dela lendo o Jornal Zero Hora, no qual ela tem uma coluna dominical. Seus textos são escritos sempre em linguagem coloquial e a impressão que se tem é que estamos em uma mesa de bar conversando com uma amiga. Ela é direta e ao mesmo tempo, consegue extrair poesia até mesmo de um objeto, como em “A Graça da Coisa” (2013), onde ela narra possíveis situações vividas por uma mesa da cozinha.

Neste novo livro de crônicas, Martha apresenta filmes, livros, peças de teatro e textos referente a datas festivas e comerciais, como o dia da Mulher e o dia dos Namorados. Não foge muito à regra de seus livros, e por isso mesmo se caracteriza como uma leitura suave, atraente e que te empurra para o próximo livro.

Uma crônica que me chamou a atenção nesta publicação foi a “Narrar-se”, que tem como pauta a psicanálise e o processo de analisar a nós mesmos,. Segundo ela, “a introspecção não costuma atingir muitos pontos no ibope, mas é a partir dela que se constrói uma vida que merece ser contada.”  É por essas e por outras que gosto do estilo como a Martha escreve. Ela consegue tirar de um fato corriqueiro, como um novo programa de tv (no caso a mini série Sessão de Terapia), uma reflexão que poderíamos fazer a qualquer momento, mas que nunca havíamos pensado sobre.

Há muitos críticos do seu estilo e principalmente do seu sucesso, mas não importa. Continuarei lendo seus livros (o próximo será o “Simples Assim”, que já está na fila de leituras em andamento) e recomendando quando achar válido, por acreditar que ler suas crônicas é dar um passo no caminho do autoconhecimento. Através dos temas que levanta em seus textos, Martha abre janelas para que possamos acessar redutos escondidos em nossa mente e coração. Vale a leitura sempre, mas é um ótimo companheiro para um fim de semana na praia ou uma viagem curta de férias. Leve, divertido e atraente, como um bom livro deve ser.

Outros livros lidos da autora:

  • Trem-Bala (1999)
  • Non-Stop (2000)
  • Santiago do Chile (1996)
  • Divã (2002)

61ª Feira do Livro de Porto Alegre – A Feira que não vi, mas vivi.

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A Feira do Livro de Porto Alegre acontece de forma ininterrupta há 60 anos e acho que pelo menos nos últimos 10 anos eu fui em todas, ou em quase todas. No ano de 2010 ela foi reconhecida como patrimônio imaterial da cidade, pela Secretaria Municipal da Cultura. Neste ano, tem como patrono o poeta e escritor gaúcho Dilan Camargo e conta com a participação de quase 200 expositores.

Todas essas informações eu retirei da internet, porque este será o primeiro ano que não irei na Feira. Ela ainda não terminou, mas eu sei que não vou, porque estou 100% dedicada ao meu pequeno, e não me queixo disso, apenas lamento perder o furdunço da Feira, o cheiro de livro novo misturado com o a madeira e grama molhada da Praça da Alfândega, e a deliciosa sensação de descobrir aquele livro desejado com desconto.

Mesmo que digam que os descontos não são mais os mesmos de antigamente, que os expositores são comerciais demais e literários de menos, mesmo assim, a Feira do Livro é e sempre será o momento em que leitor, livro e livreiro estão mais próximos, sendo um o reflexo do outro. Um esperando pelo outro, um se mostrando para o outro e estabelecendo o mais lindo contato entre obra, criador e público. É sem dúvida um espetáculo a céu aberto.

Contudo, não irei na Feira esse ano. Mas não deixarei de vivê-la. Tenho acompanhado as notícias, os lançamentos e a programação pela internet e pelos jornais. Voltei a ler meus livros queridos e esquecidos, entre uma mamada e outro, para sentir novamente a gostosa sensação de me perder nas páginas de um livro e não ver o tempo passar e, principalmente, já fiz a minha listinha de desejados. Se não conseguir que alguém vá na Feira por mim, decidi que não vou ficar sem meus livros novos. Vou comprar pela internet ou na loja física, por tele-entrega! Se não posso ir até os livros, que eles venham até mim!

Aqui está a minha seleção de livros desejados:

– Simples Assim – Martha Medeiros. Não pode faltar, todo ano compro um livro novo dela. Ano passado não comprei, mas ganhei! É uma relação antiga, da qual falarei mais em breve, no post que publicarei sobre os 100 livros da vida, parte 3 – Vida Adulta.

-Tudo que se perde, tudo que se ganha – Clarissa Corrêa. Não conheço essa autora, mas achei interessante o título e principalmente a capa.

– Apenas um ano – Gayle Forman. Também nunca li, mas seus livros anteriores ficaram bastante tempo nas listas de mais vendidos. Histórias de amor sempre são boas de ler, está na hora de conhecê-lo.

– A vida sem crachá – Claudia Giudice. Desconhecida também, mas histórias reais me agradam. Ainda mais sobre esse assunto, tão em alta ultimamente.

Por hora era isso, espero conseguir adquirir pelo menos um deles. Boas leituras e bom passeio para quem for na Feira!

100 Livros da Vida – Parte 1 – Infância

Inspirada na meta da Ana Steffen, do blog Vinte e Todos Anos, de ler 250 livros até completar 30 anos (em agosto de 2016), resolvi estabelecer um objetivo semelhante: Chegar aos 35 anos (em maio de 2016), tendo lido pelo menos 100 livros. Como antes do Livroterapia nunca tinha registrado os livros lidos, começarei hoje, com este post, um exercício de memória, tentando recapitular pelo menos 10 obras lidas durante a infância.

1- A Princesa e a Ervilha

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Esse com certeza foi o primeiro livro lido diversas vezes (e outras tantas “escutando” minha mãe ler para mim). Apresenta a história de uma princesa, que para provar sua origem e casar-se com o príncipe, precisa passar por uma prova estranha, inventada pela mãe do príncipe.

2- Pollyanna – Eleonor H. Porter
3- Pollyana Moça – Eleonor H. Porter

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Esses dois livros inesquecíveis, que apresentam a menina e depois a moça, Pollyanna, criadora do jogo do contente, uma forma de ver a vida de um jeito positivo, sempre valorizando o que se tem e não o que se almeja. Lição de vida para muitos adultos e leitura obrigatória para todas as meninas, entre os 07 e 18 anos (ou para quem mais se sentir tocado pela sensibilidade da menina-mulher mais incrível que eu conheci na infância).

04- A Droga da Obediência. Esse era um dos livros de aventura que líamos para o colégio. Não lembro direito da história, mas lembro que gostei. Envolve turma de amigos e missões secretas que empolgam a criançada por volta dos 10, 11 anos.

05- Sete faces do Primeiro Beijo – Era parte de uma coleção de livros que reuniam crônicas de diversas situações vivenciadas pela primeira vez. Lembro desse do primeiro beijo, porque na época estava ansiosa para vivenciar esse momento, e achei interessantíssimo. Uma boa iniciação para os romances água com açúcar que se seguiriam.

06- O Rapto do Garoto de Ouro: Um dos tantos da Coleção Vagalume, leitura obrigatória do colégio, que consagrou o autor Marcos Rey como escritor infanto-juvenil.

07- A Bolsa Amarela – Lygia Bojunga Nunes: Outro da série “não lembro a história, mas lembro que gostei”, cuja capa tenho até hoje na minha memória: uma bolsa amarela, com alça grande e um galo espiando para fora! 🙂

Sugestões de presentes para crianças

Sugestões de presentes para crianças

08- O Pequeno Príncipe – Saint Exupery: Grande clássico da literatura infantil. Li a primeira vez na infância, mas fiz outras leituras ao longo da vida, inclusive agora estou relendo, para preparar uma versão adaptada para dar de presente ao meu filho em seu primeiro aniversário (Agosto de 2016).

09- A História de Dois Amores – Carlos Drummont de Andrade: Meu primeiro contato com um grande autor! Conta as aventuras de um elefante e um “pulgo” que habita sua orelha. História de amizade e amor. Ainda pretendo comprar esse livro novamente, para dar ao meu filho.

10- O Menino Maluquinho – Ziraldo: Também me lembro de ter lido diversas vezes. Achava engraçadas as peripécias do menino que vestia uma panela como boné.

Com certeza há outros livros, porque vivia na biblioteca do Colégio e ia direto para o lugar dos meus prediletos. Porém, esses foram os que consegui puxar pela memória, neste doce exercício de lembrar os 100 livros da minha vida.