O Gênio Idiota, de Paulo Santana

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Hoje, dia 20 de julho, dia da Amizade, está sendo velado na Arena do Grêmio o jornalista Paulo Santana. Em 1992 ele publicou um livro de crônicas, chamado O Gênio Idiota. Eu comprei esse livro e dei de presente para o meu avô, que era tão gremista quanto o Santana. Foi o único livro que meu avô manteve perto da cabeceira da cama, até falecer, em 2002. Mas por essas coincidências loucas da vida, Santana veio a falecer na véspera do dia da Amizade. Digo isso porque ele escreveu em o Gênio Idiota, uma das mais belas crônicas sobre amizade que já li na vida e com a qual já presenteie vários amigos ao longo desses 36 dias da Amizade vividos até o hoje. O pouco tempo que tenho para escrever mata a minha criatividade, então reproduzo aqui as palavras de Paulo Santana, em homenagem a ele, o imortal tricolor, e aos meus amigos de perto e de longe, que muitas vezes nem sabem que são meus amigos…

Amigos – Paulo Sant’Ana

“Tenho amigos que não sabem o quanto são meus amigos. Não percebem o amor que lhes devoto e a absoluta necessidade que tenho deles.

A amizade é um sentimento mais nobre do que o amor, eis que permite que o objeto dela se divida em outros afetos, enquanto o amor tem intrínseco o ciúme, que não admite a rivalidade.

E eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos!

Até mesmo aqueles que não percebem o quanto são meus amigos e o quanto minha vida depende de suas existências…

A alguns deles não procuro, basta-me saber que eles existem.

Esta mera condição me encoraja a seguir em frente pela vida.

Mas, porque não os procuro com assiduidade, não posso lhes dizer o quanto gosto deles. Eles não iriam acreditar.

Muitos deles estão lendo esta crônica e não sabem que estão incluídos na sagrada relação de meus amigos.

Mas é delicioso que eu saiba e sinta que os adoro, embora não declare e não os procure.

E às vezes, quando os procuro, noto que eles não tem noção de como me são necessários, de como são indispensáveis ao meu equilíbrio vital, porque eles fazem parte do mundo que eu, tremulamente, construí e se tornaram alicerces do meu encanto pela vida.

Se um deles morrer, eu ficarei torto para um lado. Se todos eles morrerem, eu desabo!

Por isso é que, sem que eles saibam, eu rezo pela vida deles. E me envergonho, porque essa minha prece é, em síntese, dirigida ao meu bem estar. Ela é, talvez, fruto do meu egoísmo.

Por vezes, mergulho em pensamentos sobre alguns deles.

Quando viajo e fico diante de lugares maravilhosos, cai-me alguma lágrima por não estarem junto de mim, compartilhando daquele prazer…

Se alguma coisa me consome e me envelhece é que a roda furiosa da vida não me permite ter sempre ao meu lado, morando comigo, andando comigo, falando comigo, vivendo comigo, todos os meus amigos, e, principalmente os que só desconfiam ou talvez nunca vão saber que são meus amigos!”

Paulo Sant’Ana

Mamãe é rock – Ana Cardoso

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Nesta fase de estreiante na maternidade (acho que estarei para sempre nela), é natural que meu interesse se volte para livros que falem sobre mães e crianças. Como tinha gostado do Papai é Pop, do Piangers, acabei indo no embalo e comprei o Mamãe é rock, da Ana Cardoso, esposa do Piangers.

Como aqui é um espaço para expressar a minha opinião, e eu estou longe de ser uma crítica literária, tomo a liberdade de dizer que o melhor do livro, assim como no do Piangers, são as tiradas geniais da Aurora e da Anita. Não simpatizei com o tipo de escrita da Ana Cardoso, ela narra acontecimentos, mas não conta histórias, como o Piangers. Talvez meu erro tenha sido ler um muito perto do outro, e as comparações foram inevitáveis, mas na verdade, não consegui me conectar com os textos. Acho que faltou emoção.

Ela narra acontecimentos diários que poderiam acontecer em qualquer casa com duas crianças, tenta ser engraçada, mas de um jeito que não me convenceu. Para mim, o que ficou da leitura foram as risadas com as peripécias das meninas e o consolo de saber que não estou só nas agruras de tentar criar um filho no mundo atual.

Não considero como o lado feminino da obra do Piangers, pois mesmo a “matéria-prima” ser a mesma, faltou à Ana a reflexão e a emoção do Piangers em cada texto escrito.

É uma obra genérica, sem grandes prescrições, mas vale a leitura para quem estiver com um tempinho livre e quiser rir um pouquinho com as meninas.

 

Amor à moda antiga – Fabrício Carpinejar

Amor à moda antiga foi o primeiro livro de poesias que li do início ao fim, em uma única tarde. Eu não costumo ler poesia, não escrevo poesia por total falta de capacidade. Mas em janeiro, enquanto estava acompanhando meu filho na adaptação da escolinha, período difícil para nós dois, deixei-o chorando aos cuidados das professoras e saí chorando em busca de alento.

Encontrei, nessa caminhada solitária, uma livraria. O melhor lugar para afogar minhas mágoas. Tudo bem que não era uma grande livraria, mas tinha o tamanho suficiente para me distrair por alguns minutos. Enquanto olhava as prateleiras, encontrei muitos títulos conhecidos e outros tantos que nunca ouvira falar. Entre eles, escondidinho, com uma capa branca, meio sem graça, encontrei um livrinho fininho, simplório, mas que, por algum motivo, me cativou. Era o “Amor à moda antiga”, do Fabrício Carpinejar.

Até esse momento, só tinha lido crônicas e nada mais. A figura de Carpinejar é estranhíssima, e mais estranho ainda é perceber que daquela casca tão exótica, pode sair um conteúdo tão sensível. Pois falando em sensibilidade, estando eu com os nervos à flor da pele naquela tarde quente do verão escaldante de Porto Alegre, comprei o livro e o levei até uma praça próxima à escolinha onde meu filho estava tentando se adaptar.

Li todo o livro naquela tarde, mas interrompi a leitura quando cheguei nesse poema, pois a dor da separação já estava forte demais.

 

 

Amor a moda antiga

Nesse momento, antes que as lágrimas molhassem as folhas, fechei o livro e peguei meu celular (não tinha levado nem um bloquinho com caneta!) e escrevi a primeira carta de amor e de dor para meu amado filho, falando justamente daquele momento que estávamos vivendo, o da nossa primeira grande separação. Foi intensa a experiência, tanto da leitura dos poemas, como da escrita.

Esse é o típico livro que ficou marcado mais pelo momento em que foi lido, do que pelo conteúdo em si.

Os poemas constantes no livro, todos muito genuínos e sinceros, são curtos, objetivos e de fácil leitura. Falam de amor e de desamor, mas o que mais me encantou foi o seu formato e o modo como ele foi escrito. Em tempos de predomínio dos ebooks, moda que eu não curto muito, Carpinejar “inovou” ao escrever seus poemas em uma máquina de escrever e optar por publicá-los assim, sem edição, com as correções feitas à mão, o que proporcionou um tom ainda mais intimista à obra, já um tanto quanto memorial e bibliográfica.

Lindo o livro, bela a edição e simplesmente devastadoras as emoções despertadas. É impossível não se enxergar em pelo menos um dos poemas.

Indico, menos para quem está em um momento bucólico, senão vontade de cortar os pulsos será pouco.

Livros lidos em 2017

A vida de uma jovem mãe é corrida, principalmente quando se reassume a vida profissional. O pouco tempo que sobra, depois de ficar fora de casa por quase 10 horas, é dedicado aos cuidados com a casa e com a cria. Assim, as leituras acabaram ficando em segundo plano, desde 2015, quando minha principal obra veio ao mundo.

Nesse ano de 2017 me propus a ler pelo menos uma página antes de dormir, para atingir a minha meta, simplória, porém um pouco mais realista do que as metas anteriores, de ler pelo menos 12 livros durante o ano de 2017. Estamos concluindo o terceiro mês do ano e tenho duas leituras concluídas, o que me dá um déficit de um livro. Mas se conseguir ler “Todos os Contos”, de Clarice Lispector, esse terá valido por pelo menos dois livros!

Mas antes de me desesperar, vamos as resenhas até o momento:

– Amor à moda antiga, de Fabrício Carpinejar
– Simples Assim, de Martha Medeiros. (Em breve)

Os próximos da lista são:

– O inverno e depois, de Luis Antonio de Assis Brasil
– Todos os Contos, de Clarice Lispector
– Vinte e um, de Daniel Galera

Não necessariamente nesta ordem, mas ficarei feliz se conseguir ler estes até agosto de 2017.

Lista de desejos para a Feira do Livro de Porto Alegre

E começou, no dia 28 de outubro, mais uma edição da Feira do Livro de Porto Alegre. Este ano estão dizendo que deve ser a Feira da Superação, pois a crise econômica nacional atingiu o mercado editorial, e a diminuição dos recursos federais fez com que o espaço da Feira fosse reduzido drasticamente.

A única coisa que não foi atingida pela crise foi a minha vontade de comprar livros, então aí vai a minha listinha de desejos:

  • Vida Querida, ALICE MUNRO
  • Fugitiva, ALICE MUNRO
  • Navegue a Lágrima, LETÍCIA WIERZCHOWSKI
  • 501 Livros que merecem ser lidos, VÁRIOS ORGANIZADORES
  • Sobre a Escrita, STEPHEN KING
  • Crônicas para Jovens de escrita e vida, CLARICE LISPECTOR
  • Fralda Justa, ADAM WASSON

Se alguém já leu algum desses livros e gostaria de compartilhar suas opiniões, ficarei muito feliz!

25 de Julho – Dia do Escritor ou Meu Dia da Gratidão

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Re-publico aqui partes de um texto meu publicado originalmente no blog Cris Netto, em 25 de julho de 2014, em homenagem ao Dia do Escritor.

Através destas poucas palavras, deixo meu sincero agradecimento a todos os escritores, que com o dom da palavra, transformam qualquer dia cinzento em um lindo dia de primavera.

Posso ser ingênua em querer sempre vislumbrar o lado positivo de todas as situações, mas cresci em meio aos livros e graças a isso, meu horizonte é maior do que o espaço que meus olhos conseguem visualizar. E até hoje ainda não me arrependi de enxergar o arco-íris depois de cada tormenta.

Um viva a todos àqueles que dedicam a sua vida para criar sonhos em nossas vidas!

Lamento que em nosso país o escritor seja tão pouco valorizado, pois um bom livro pode ajudar no combate aos principais males do nosso século: o estresse, a depressão e a ansiedade. Vivemos em uma sociedade tão líquida e efêmera que o tempo parado em uma sinaleira já causa ansiedade, e o que dizer então das horas em que nossa mente viaja enquanto estamos com uma grande obra nas mãos? Aqueles que se concentram realmente na leitura, colocam sua atenção plena no que estão fazendo, ganham em conhecimento e em paz de espírito. Porque dedicar-se à leitura é também cuidar de si, da alma, daquilo que melhor representa a nossa essência.

Agora sim, trechos do post de 2014:

Estranho receber os cumprimentos pelo Dia do Escritor. Uma data que eu não conhecia, talvez porque seja difícil encarar a escrita como uma profissão. Até agora, ela era apenas uma diversão, uma alegria, uma terapia. De repente, tudo aquilo que eu tinha para dizer acabou transbordando e virando o e-book 30 Primeiras Vezes, e continua transbordando, gerando novos textos que em breve se juntarão para compor novos livros, blogs ou que for.  É, acho que virei Escritora e posso começar a comemorar o dia 25 de julho com muito orgulho! 

Escrever é fácil, basta colocar a alma na ponta dos dedos e deixar que ela encontre tradução nas letras do teclado, ou nas curvas da caneta ou, se for mais nostálgico ainda, na pena da tinteiro. Na Língua Portuguesa há várias regras, mas no momento em que o escritor se descobre, todas as regras aprendidas na escola transformam-se em ferramenta, e não mais em objetivo. A correção ortográfica fica para segundo plano, o que vale é expressar os sentimentos, as ideias, as angústias, os sonhos. Soltar a imaginação e deixar ela criar cenários para a realização dos mais diversos sonhos. O escritor usa o papel e a caneta para dar forma à imaginação. Assim como o leitor viaja nas páginas de um livro, o escritor também embarca nessa viagem. Os destinos são os mesmos, somente o tempo separa um personagem do outro. O escritor navega pelas águas, criando ancoradouros para o leitor jogar a sua âncora e viver suas próprias histórias.

Por mais que já tenham sido navegadas mil vezes, aquelas águas serão sempre as primeiras para o leitor que abre um livro pela primeira vez. Sendo assim, hoje é o dia do Escritor e do Leitor, pois o primeiro não existiria sem o segundo. Um escritor escreve primeiramente para si, mas se não houver a outra ponta, não será um escritor, será apenas mais um sonhador, entre tantos. Por isso, a partir de hoje, comemorarei o dia 25 de julho, não só como o dia do Escritor, mas também como o Dia da Gratidão. Gratidão por você estar aí, do outro lado da tela, onde eu por tantas vezes estive e ainda estou, atrás de tanta gente grande, que chego a me assustar com minha pequenez.

A favor do Vento – Duca Leindecker

A literatura, em todas as suas formas, é tão encantadora que proporciona o encontro de uma guitarra com um livro, interrelaciona a intensidade dos sentimentos de um homem apaixonado com o instantâneo devaneio proporcionado pelas drogas. Misto de ficção e realidade compõem o cenário de “A Favor do Vento”, de Duca Leindecker.

Uma novela gostosa, leve, boa para qualquer momento. Escrita com simplicidade, sem ser chula, com cuidado sem ser prolixa, com romantismo sem ser piegas. “A Favor do Vento” é uma companheira para as férias de verão ou para os fins de semana do inverno.

Aconselho todos os leitores a se desprenderem de preconceitos e se entregarem a esta história, que apresenta aos amantes da leitura os bastidores do rock gaúcho e surpresas do coração.

Fiz um desapego desse livro, para participar de um programa de troca troca literário, na certeza de que ele irá proporcionar momentos de risos e choros para outra amante da literatura.

Livros, livros e mais livros!

Ontem foi meu aniversário e…como de costume, ganhei LIVROS! Acho que ainda não comentei aqui, mas como colecionadora de livros, estes são presentes sempre bem vindos, em qualquer época do ano. Como alguns amigos manifestaram uma certa dificuldade em saber qual livro me presentear, resolvi fazer uma lista básica de desejos, para facilitar a vida de quem quiser me fazer uma surpresa, em algum momento do ano, lembrando que estou sempre aberta a mimos e regalos, principalmente em se tratando do mundo literário.

Prometo ir atualizando a medida em que for ganhando ou comprando esses livros!

  • Geração de Valor 2 – Flávio Augusto Silva
  • Me ajude a chorar – Carpinejar
  • Um novo amanhã – Nora Roberts
  • Barba ensopada de sangue – Daniel Galera
  • Doze contos peregrinos – Gabriel Garcia Marquez
  • Todos os contos – Clarice Lispector
  • Mais forte do que nunca – Brené Brown
  • Acorde para vida – Marcelo Cezar
  • Voltas que a vida dá – Zíbia Gasparetto

Os livros que ganhei este ano foram:

23/04 – Dia Internacional do Livro

23-de-abril-dia-internacional-do-livroAmanhã, dia 23 de abril, comemora-se o Dia Internacional do Livro! Pensei em várias coisas para escrever sobre isso, desde a história de porque esse dia foi escolhido como Dia Internacional do Livro, até em brindes para oferecer aos leitores para comemorar essa data.

Então, na dúvida de qual opção seria a melhor, resolvi fazer as duas. Primeiro, um pouco de história, depois o brinde!

Segundo a Wikipedia, o Dia Internacional do Livro começou a ser comemorado na Espanha, no dia 06 de abril, data de aniversário do escritor espanhol, Miguel de Cervantes. Em 1930, foi transferido para o dia 23 de abril, que marca a data do falecimento de Cervantes (eu particularmente preferia continuar comemorando no dia 06/04, pois é muito mais legal comemorar uma coisa boa, como o livro, no dia do aniversário, e não no dia da morte de alguém, mas, quanto a isso, nada podemos fazer).

Enfim, comemoremos então a morte de grandes escritores exaltando suas obras e feitos pela literatura mundial. O dia 23 de abril também é uma possível data para a morte de Shakespeare, com uma margem de erro de 10 dias, em função da divergência entre os calendários utilizados na Grécia e na Inglaterra. De qualquer forma, em homenagem a outros autores que tiveram seu aniversário de morte em 23/04, em 995 a UNESCO instituiu essa data como o Dia Mundial do Livro e do Direito do Autor.

E para comemorar esta data, resolvi manter o preço promocional do Livro 30 Primeiras Vezes. Quem adquirir o pdf com a obra até o dia 30/04 pagará apenas R$ 17,90, por um livro de crônicas divertidas, de fácil leitura e, ao mesmo tempo, poderosas, que farão vocês repensarem sobre o como e o porque fazemos as coisas diariamente e porque não as fazemos.

Para adquirir, basta escrever uma mensagem inbox na página do Livroterapia no Facebook, ou ainda mandar um e-mail para cristiane.snetto@gmail.com. Assim que receber o contato, encaminho os dados para depósito e, confirmado o pagamento, o livro será enviado em pdf. para o email fornecido. Lembrando que o preço original do livro é de R$ 25,00! Portanto, aproveitem para adquirir com esse super desconto!

Não esqueça! 30 Primeiras Vezes em promoção por R$ 17,90!

capa do livro

Capa d

 

 

 

 

Resenha – A Graça da Coisa – Martha Medeiros

livro-a-graca-da-coisa-sinopse-e-preco-4Minha relação com a Martha Medeiros é antiga. Comecei a acompanhar o trabalho dela lendo o Jornal Zero Hora, no qual ela tem uma coluna dominical. Seus textos são escritos sempre em linguagem coloquial e a impressão que se tem é que estamos em uma mesa de bar conversando com uma amiga. Ela é direta e ao mesmo tempo, consegue extrair poesia até mesmo de um objeto, como em “A Graça da Coisa” (2013), onde ela narra possíveis situações vividas por uma mesa da cozinha.

Neste novo livro de crônicas, Martha apresenta filmes, livros, peças de teatro e textos referente a datas festivas e comerciais, como o dia da Mulher e o dia dos Namorados. Não foge muito à regra de seus livros, e por isso mesmo se caracteriza como uma leitura suave, atraente e que te empurra para o próximo livro.

Uma crônica que me chamou a atenção nesta publicação foi a “Narrar-se”, que tem como pauta a psicanálise e o processo de analisar a nós mesmos,. Segundo ela, “a introspecção não costuma atingir muitos pontos no ibope, mas é a partir dela que se constrói uma vida que merece ser contada.”  É por essas e por outras que gosto do estilo como a Martha escreve. Ela consegue tirar de um fato corriqueiro, como um novo programa de tv (no caso a mini série Sessão de Terapia), uma reflexão que poderíamos fazer a qualquer momento, mas que nunca havíamos pensado sobre.

Há muitos críticos do seu estilo e principalmente do seu sucesso, mas não importa. Continuarei lendo seus livros (o próximo será o “Simples Assim”, que já está na fila de leituras em andamento) e recomendando quando achar válido, por acreditar que ler suas crônicas é dar um passo no caminho do autoconhecimento. Através dos temas que levanta em seus textos, Martha abre janelas para que possamos acessar redutos escondidos em nossa mente e coração. Vale a leitura sempre, mas é um ótimo companheiro para um fim de semana na praia ou uma viagem curta de férias. Leve, divertido e atraente, como um bom livro deve ser.

Outros livros lidos da autora:

  • Trem-Bala (1999)
  • Non-Stop (2000)
  • Santiago do Chile (1996)
  • Divã (2002)