“O amor é para os fortes” – Marcelo Cezar, pelo espírito Marco Aurélio

Retomando o registro de minhas leituras, escrevo hoje, depois de tanto tempo, sobre outro tipo de literatura que até pouco tempo ignorava por puro preconceito, mas que a partir de agora começarei a olhar com mais atenção: os livros espíritas. Minha história com esse livro começou quando, pela primeira vez, fui a um Centro Espírita para tomar uma passe isolado. Enquanto esperava minha vez, fiquei olhando ao redor, em busca de algum livro que me entretivesse enquanto esperava e ao mesmo tempo, me explicasse um pouco sobre a experiência que estava prestes a vivenciar. Não encontrei, mas neste momento agucei minha curiosidade por conhecer a realidade dos espíritas. Assim, quando cheguei em casa, abri o meu folheto de vendas da AVON, onde sempre passava reto pela parte dos livros espíritas e me detive na sinopse breve do “Amor é para os fortes”. Achei que poderia me ajudar com os pequenos problemas domésticos que venho enfrentando com meu marido, mas no fim descobri um gênero novo que fez com que eu me fixasse nessa leitura até o fim. O livro conta a história de dois casais que, ao vivenciarem a experiência da traição, encontram uma força que pensavam não existir, para mantê-los íntegros e unidos, apesar de tudo. Esta força só pode ser encontrada a partir do momento em que se descobre não existir relações perfeitas e sim, relações possíveis. Entre um caso de amor e outro, a participação de coadjuvantes desencarnados, que alteram para o bem ou para o mal a história desses personagens, dando pinceladas sobre o Espiritismo e instigando o leitor de primeira viagem neste gênero como eu a procurar saber mais sobre o assunto, conhecer outras histórias, conhecer outros escritores e principalmente o processo de criação destas obras, publicadas por uma pessoa, porém, “ditadas” por alguém que já não está mais no plano físico. Necessário desprendimento, fé, mente aberta para encarar esse tipo de leitura, mas recomendo, pois até hoje, passados duas ou três semanas do término do livro, ainda me pego pensando em seus personagens, e muitas vezes seguro o livro em minhas mãos e me pergunto: “Era só isso mesmo?Li até o fim? Não faltou mais nada?” Terminei a leitura e fiquei com gostinho de quero mais.

PRESCRIÇÃO: Para aqueles que acreditam no amor ou que precisam voltar a acreditar nele. Para os que se encontram em relações doentias, sem saber o que os move a continuar com aquela pessoa. Para quem busca uma explicação para aquilo que não tem explicação: o amor entre um homem e uma mulher.