Livros lidos em 2017

A vida de uma jovem mãe é corrida, principalmente quando se reassume a vida profissional. O pouco tempo que sobra, depois de ficar fora de casa por quase 10 horas, é dedicado aos cuidados com a casa e com a cria. Assim, as leituras acabaram ficando em segundo plano, desde 2015, quando minha principal obra veio ao mundo.

Nesse ano de 2017 me propus a ler pelo menos uma página antes de dormir, para atingir a minha meta, simplória, porém um pouco mais realista do que as metas anteriores, de ler pelo menos 12 livros durante o ano de 2017. Estamos concluindo o terceiro mês do ano e tenho duas leituras concluídas, o que me dá um déficit de um livro. Mas se conseguir ler “Todos os Contos”, de Clarice Lispector, esse terá valido por pelo menos dois livros!

Mas antes de me desesperar, vamos as resenhas até o momento:

– Amor à moda antiga, de Fabrício Carpinejar
– Simples Assim, de Martha Medeiros. (Em breve)

Os próximos da lista são:

– O inverno e depois, de Luis Antonio de Assis Brasil
– Todos os Contos, de Clarice Lispector
– Vinte e um, de Daniel Galera

Não necessariamente nesta ordem, mas ficarei feliz se conseguir ler estes até agosto de 2017.

100 Livros da vida – Parte II – Adolescência

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Estamos falando aqui do final dos anos 90, beirando o ano 2000, com idade entre treze e dezessete anos. Não da adolescência de hoje em dia que inicia aos 08 anos!

Nessa época, além das leituras obrigatórias para o colégio, estava fissurada nos romances dramáticos da Danille Stell. Recapitulando sua bibliografia agora, para escrever este post, lembro de ter lido pelo menos cinco livros dela:

11. Agora e Sempre
12. Tudo pela Vida
13. Relembrança
14. Jóias
15. Um só vez na vida.

Destes, o que mais gostei foi o Relembrança. Deixo aqui uma resenha que encontrei na internet, pois obviamente não me lembro da história com riqueza de detalhes para resenhar aqui. Mas lembro ser o enredo típico da Danielle Steel, uma mocinha, uma tragédia atrás da outra, até a reviravolta e o encontro do amor eterno. Para quem gosta de romance com muito açúcar e muitas lágrimas, recomendo qualquer um dos livros da Danielle. Ela é ótima na descrição dos cenários e na caracterização psicológica das personagens.

Além da Danielle, também li alguns livros do Paulo Coelho.

16. Nas Margens do Rio Piedra, eu sentei e chorei
17. Brida
18. As Valquírias
19. Maktub

Bom, o que dizer sobre isso? Eu tinha meus 15, 16 anos, achava-o interessante, mas nunca concordei com o fato dele ter ocupado uma cadeira na Academia Brasileira de Letras. Destes que li, o único que me lembro bem é o Maktub, um livro pequeninninho, de capa dura azul e grafado em dourado. Na verdade nem deveria contar nesta listagem, pois se trata de uma coleção de pensamentos extraídos de outras obras do autor. Através das frases, dá vontade de ler um ou outro livro. Foi assim que cheguei até o “Nas margens do Rio Piedra eu sentei e chorei”. Hoje em dia não leio nem leria mais Paulo Coelho, porque a gente evolui, até com o que de ruim se lê por aí, mas naquela fase da vida, quando a fantasia reinava, eu gostava dos seus romances bobinhos. Como agora eu não gosto mais dele, não saberia para quem recomendar.

Além desses autores, dissecados em mais de um livro, ainda lembro de ter lido e gostado muito do “Confissões de Adolescente” (20), da atriz Maria Marianna e do “Feliz Ano Velho” (21), do Marcelo Rubens Paiva.

O “Confissões de Adolescente” depois virou peça de teatro e mais recentemente série para a TV e filme. São trechos do diário da atriz, onde ela  conta os sabores e os desamores de sua adolescência, com um “Q” de irreverência que qualquer adolescente certinha invejaria. Divertido, real e sempre atual, aborda temas como amizade, sexo, drogas e relacionamento com os pais.

Já “Feliz Ano Velho” foi uma leitura mais adulta, que fala sobre o acidente que o autor sofreu aos 20 anos, ficando paraplégico. Além do drama pessoal, a temática da ditadura no Brasil também aparece e por isso acabou sendo indicado como leitura de estudo em muitas escolas, inclusive na minha. Foi um livro que eu lembro ter me marcado, pois unia história real, drama, romance e um pouco de aventura, coisas que me agradavam muito.

Assim como na infância, com certeza li outros, mas vamos ficar com estes, que foram os mais marcantes.

Até mais, quando ingressarei na fase adulta!

A Culpa é das Estrelas – John Green

 

Acordei hoje com a resenha do livro “A Culpa é das Estrelas”, de John Green, pedindo para ser escrita. Li o livro e assisti ao filme, por isso, meus comentários serão de ambos.

Primeiro sobre o livro. Estava resistente a ler o livro, por imaginar ser um romance para adolescentes. Contudo, o anúncio do filme e a repercussão constante do livro chamaram minha atenção, fazendo com que eu comprasse o livro. Comecei a ler sem muita pretensão, e logo no início o humor sarcástico da personagem principal, Hazel Grace Lancaster me conquistou, prendendo minha atenção até a última página. Mas como está escrito na contracapa do livro, não é só risos e graça que acompanha os últimos dias dos personagens. Ele é brutal também, como brutal é o câncer, doença que serve como pano de fundo para o romance dos dois adolescentes.

O livro é menos uma história de sobreviventes e mais um caso de amor. O amor inocente, que surge de uma amizade, em um momento de fragilidade corporal de seus amantes, mas de grande maturidade emocional. Hazel Grace, em estágio terminal, considera-se uma granada, prestes a explodir e quer evitar o inevitável, que Augustus Waters se apaixone por ela. Esse poder ninguém, mesmo com plena saúde, tem. O amor surge nos lugares improváveis para transformar em realidade os sonhos prováveis de todos nós. Gus apaixona-se contra a vontade de Hazel e vive essa paixão, principalmente porque ela é a única coisa que eles tem. O amor, as brincadeiras, as aventuras, as loucuras decorrentes dele preenchem  os vazios que a doença cria. E assim, o livro se desenvolve, com muita graça, muita emoção e acima de tudo, muito amor.

Não vou contar mais senão perde a graça, porque John Green escreve com a alma, e cria um enredo que muda completamente do meio para o final. Impossível não levar às lágrimas, assim como é impossível não querer repetir o roteiro que os pequenos apaixonados fizerem em Amsterdã. Linda história, belo texto, que encanta adolescentes sonhadores, que esperam viver um amor desta intensidade, e sensibiliza adultos, já esquecidos do quanto pode ser lindo o amor, quando escolhemos vive-lo sem racionalizar cada segundo ao lado de quem amamos.

Agora o filme: Muito fiel com o enredo do livro, mas mais enfeitado. Os produtores procuraram enfeitar um pouco mais a história, para que não fosse um rio de lágrimas do início ao fim, mas com isso tiraram um pouco da beleza da história. Contudo, é um bom filme, principalmente pela atuação dos jovens atores, que souberam dar vida aos personagens de John Green, valorizando os pontos fortes de cada um; a doçura de Hazel e o sarcasmo encantador de Augustus. É o cinema norte-americano levando a literatura às telonas, e minha esperança é que a telona leve mais pessoas aos livros, pois é nos detalhes esquecidos pelo filme que encontra-se a verdadeira magia da história, inclusive a explicação do título, de porque a culpa é das estrelas.

“Cinderela de Saia Justa” – Chris Linhares

Nem só de cultura se vive. Um pouco de autoajuda, se não ajudar realmente, pelo menos distrai. Esse livro, “Cinderela de Saia Justa”, de Chris Linhares é o típico BBB: Bom, barato e bonitinho. Ele tem 192 páginas, que podem ser lidas em uma tarde. Trata das desventuras de uma jornalista, que entediada do seu trabalho na redação, dá um up em sua vida ao ser convocada para uma reportagem investigativa. Ela acaba em um clube que discute os ensinamentos baseados nos contos de fadas. E ao envolver-se, se redescobre. Nada muito profundo em termos psicológicos, mas uma boa companhia para uma tarde chuvosa.