Resenha – A Graça da Coisa – Martha Medeiros

livro-a-graca-da-coisa-sinopse-e-preco-4Minha relação com a Martha Medeiros é antiga. Comecei a acompanhar o trabalho dela lendo o Jornal Zero Hora, no qual ela tem uma coluna dominical. Seus textos são escritos sempre em linguagem coloquial e a impressão que se tem é que estamos em uma mesa de bar conversando com uma amiga. Ela é direta e ao mesmo tempo, consegue extrair poesia até mesmo de um objeto, como em “A Graça da Coisa” (2013), onde ela narra possíveis situações vividas por uma mesa da cozinha.

Neste novo livro de crônicas, Martha apresenta filmes, livros, peças de teatro e textos referente a datas festivas e comerciais, como o dia da Mulher e o dia dos Namorados. Não foge muito à regra de seus livros, e por isso mesmo se caracteriza como uma leitura suave, atraente e que te empurra para o próximo livro.

Uma crônica que me chamou a atenção nesta publicação foi a “Narrar-se”, que tem como pauta a psicanálise e o processo de analisar a nós mesmos,. Segundo ela, “a introspecção não costuma atingir muitos pontos no ibope, mas é a partir dela que se constrói uma vida que merece ser contada.”  É por essas e por outras que gosto do estilo como a Martha escreve. Ela consegue tirar de um fato corriqueiro, como um novo programa de tv (no caso a mini série Sessão de Terapia), uma reflexão que poderíamos fazer a qualquer momento, mas que nunca havíamos pensado sobre.

Há muitos críticos do seu estilo e principalmente do seu sucesso, mas não importa. Continuarei lendo seus livros (o próximo será o “Simples Assim”, que já está na fila de leituras em andamento) e recomendando quando achar válido, por acreditar que ler suas crônicas é dar um passo no caminho do autoconhecimento. Através dos temas que levanta em seus textos, Martha abre janelas para que possamos acessar redutos escondidos em nossa mente e coração. Vale a leitura sempre, mas é um ótimo companheiro para um fim de semana na praia ou uma viagem curta de férias. Leve, divertido e atraente, como um bom livro deve ser.

Outros livros lidos da autora:

  • Trem-Bala (1999)
  • Non-Stop (2000)
  • Santiago do Chile (1996)
  • Divã (2002)
Anúncios

100 Livros da vida – Parte II – Adolescência

confissoes-de-adolescente-1419160980.184x273

Estamos falando aqui do final dos anos 90, beirando o ano 2000, com idade entre treze e dezessete anos. Não da adolescência de hoje em dia que inicia aos 08 anos!

Nessa época, além das leituras obrigatórias para o colégio, estava fissurada nos romances dramáticos da Danille Stell. Recapitulando sua bibliografia agora, para escrever este post, lembro de ter lido pelo menos cinco livros dela:

11. Agora e Sempre
12. Tudo pela Vida
13. Relembrança
14. Jóias
15. Um só vez na vida.

Destes, o que mais gostei foi o Relembrança. Deixo aqui uma resenha que encontrei na internet, pois obviamente não me lembro da história com riqueza de detalhes para resenhar aqui. Mas lembro ser o enredo típico da Danielle Steel, uma mocinha, uma tragédia atrás da outra, até a reviravolta e o encontro do amor eterno. Para quem gosta de romance com muito açúcar e muitas lágrimas, recomendo qualquer um dos livros da Danielle. Ela é ótima na descrição dos cenários e na caracterização psicológica das personagens.

Além da Danielle, também li alguns livros do Paulo Coelho.

16. Nas Margens do Rio Piedra, eu sentei e chorei
17. Brida
18. As Valquírias
19. Maktub

Bom, o que dizer sobre isso? Eu tinha meus 15, 16 anos, achava-o interessante, mas nunca concordei com o fato dele ter ocupado uma cadeira na Academia Brasileira de Letras. Destes que li, o único que me lembro bem é o Maktub, um livro pequeninninho, de capa dura azul e grafado em dourado. Na verdade nem deveria contar nesta listagem, pois se trata de uma coleção de pensamentos extraídos de outras obras do autor. Através das frases, dá vontade de ler um ou outro livro. Foi assim que cheguei até o “Nas margens do Rio Piedra eu sentei e chorei”. Hoje em dia não leio nem leria mais Paulo Coelho, porque a gente evolui, até com o que de ruim se lê por aí, mas naquela fase da vida, quando a fantasia reinava, eu gostava dos seus romances bobinhos. Como agora eu não gosto mais dele, não saberia para quem recomendar.

Além desses autores, dissecados em mais de um livro, ainda lembro de ter lido e gostado muito do “Confissões de Adolescente” (20), da atriz Maria Marianna e do “Feliz Ano Velho” (21), do Marcelo Rubens Paiva.

O “Confissões de Adolescente” depois virou peça de teatro e mais recentemente série para a TV e filme. São trechos do diário da atriz, onde ela  conta os sabores e os desamores de sua adolescência, com um “Q” de irreverência que qualquer adolescente certinha invejaria. Divertido, real e sempre atual, aborda temas como amizade, sexo, drogas e relacionamento com os pais.

Já “Feliz Ano Velho” foi uma leitura mais adulta, que fala sobre o acidente que o autor sofreu aos 20 anos, ficando paraplégico. Além do drama pessoal, a temática da ditadura no Brasil também aparece e por isso acabou sendo indicado como leitura de estudo em muitas escolas, inclusive na minha. Foi um livro que eu lembro ter me marcado, pois unia história real, drama, romance e um pouco de aventura, coisas que me agradavam muito.

Assim como na infância, com certeza li outros, mas vamos ficar com estes, que foram os mais marcantes.

Até mais, quando ingressarei na fase adulta!

61ª Feira do Livro de Porto Alegre – A Feira que não vi, mas vivi.

feira logo

A Feira do Livro de Porto Alegre acontece de forma ininterrupta há 60 anos e acho que pelo menos nos últimos 10 anos eu fui em todas, ou em quase todas. No ano de 2010 ela foi reconhecida como patrimônio imaterial da cidade, pela Secretaria Municipal da Cultura. Neste ano, tem como patrono o poeta e escritor gaúcho Dilan Camargo e conta com a participação de quase 200 expositores.

Todas essas informações eu retirei da internet, porque este será o primeiro ano que não irei na Feira. Ela ainda não terminou, mas eu sei que não vou, porque estou 100% dedicada ao meu pequeno, e não me queixo disso, apenas lamento perder o furdunço da Feira, o cheiro de livro novo misturado com o a madeira e grama molhada da Praça da Alfândega, e a deliciosa sensação de descobrir aquele livro desejado com desconto.

Mesmo que digam que os descontos não são mais os mesmos de antigamente, que os expositores são comerciais demais e literários de menos, mesmo assim, a Feira do Livro é e sempre será o momento em que leitor, livro e livreiro estão mais próximos, sendo um o reflexo do outro. Um esperando pelo outro, um se mostrando para o outro e estabelecendo o mais lindo contato entre obra, criador e público. É sem dúvida um espetáculo a céu aberto.

Contudo, não irei na Feira esse ano. Mas não deixarei de vivê-la. Tenho acompanhado as notícias, os lançamentos e a programação pela internet e pelos jornais. Voltei a ler meus livros queridos e esquecidos, entre uma mamada e outro, para sentir novamente a gostosa sensação de me perder nas páginas de um livro e não ver o tempo passar e, principalmente, já fiz a minha listinha de desejados. Se não conseguir que alguém vá na Feira por mim, decidi que não vou ficar sem meus livros novos. Vou comprar pela internet ou na loja física, por tele-entrega! Se não posso ir até os livros, que eles venham até mim!

Aqui está a minha seleção de livros desejados:

– Simples Assim – Martha Medeiros. Não pode faltar, todo ano compro um livro novo dela. Ano passado não comprei, mas ganhei! É uma relação antiga, da qual falarei mais em breve, no post que publicarei sobre os 100 livros da vida, parte 3 – Vida Adulta.

-Tudo que se perde, tudo que se ganha – Clarissa Corrêa. Não conheço essa autora, mas achei interessante o título e principalmente a capa.

– Apenas um ano – Gayle Forman. Também nunca li, mas seus livros anteriores ficaram bastante tempo nas listas de mais vendidos. Histórias de amor sempre são boas de ler, está na hora de conhecê-lo.

– A vida sem crachá – Claudia Giudice. Desconhecida também, mas histórias reais me agradam. Ainda mais sobre esse assunto, tão em alta ultimamente.

Por hora era isso, espero conseguir adquirir pelo menos um deles. Boas leituras e bom passeio para quem for na Feira!

100 Livros da Vida – Parte 1 – Infância

Inspirada na meta da Ana Steffen, do blog Vinte e Todos Anos, de ler 250 livros até completar 30 anos (em agosto de 2016), resolvi estabelecer um objetivo semelhante: Chegar aos 35 anos (em maio de 2016), tendo lido pelo menos 100 livros. Como antes do Livroterapia nunca tinha registrado os livros lidos, começarei hoje, com este post, um exercício de memória, tentando recapitular pelo menos 10 obras lidas durante a infância.

1- A Princesa e a Ervilha

princesa e a ervilha

Esse com certeza foi o primeiro livro lido diversas vezes (e outras tantas “escutando” minha mãe ler para mim). Apresenta a história de uma princesa, que para provar sua origem e casar-se com o príncipe, precisa passar por uma prova estranha, inventada pela mãe do príncipe.

2- Pollyanna – Eleonor H. Porter
3- Pollyana Moça – Eleonor H. Porter

Pollyanna_livro7

Esses dois livros inesquecíveis, que apresentam a menina e depois a moça, Pollyanna, criadora do jogo do contente, uma forma de ver a vida de um jeito positivo, sempre valorizando o que se tem e não o que se almeja. Lição de vida para muitos adultos e leitura obrigatória para todas as meninas, entre os 07 e 18 anos (ou para quem mais se sentir tocado pela sensibilidade da menina-mulher mais incrível que eu conheci na infância).

04- A Droga da Obediência. Esse era um dos livros de aventura que líamos para o colégio. Não lembro direito da história, mas lembro que gostei. Envolve turma de amigos e missões secretas que empolgam a criançada por volta dos 10, 11 anos.

05- Sete faces do Primeiro Beijo – Era parte de uma coleção de livros que reuniam crônicas de diversas situações vivenciadas pela primeira vez. Lembro desse do primeiro beijo, porque na época estava ansiosa para vivenciar esse momento, e achei interessantíssimo. Uma boa iniciação para os romances água com açúcar que se seguiriam.

06- O Rapto do Garoto de Ouro: Um dos tantos da Coleção Vagalume, leitura obrigatória do colégio, que consagrou o autor Marcos Rey como escritor infanto-juvenil.

07- A Bolsa Amarela – Lygia Bojunga Nunes: Outro da série “não lembro a história, mas lembro que gostei”, cuja capa tenho até hoje na minha memória: uma bolsa amarela, com alça grande e um galo espiando para fora! 🙂

Sugestões de presentes para crianças

Sugestões de presentes para crianças

08- O Pequeno Príncipe – Saint Exupery: Grande clássico da literatura infantil. Li a primeira vez na infância, mas fiz outras leituras ao longo da vida, inclusive agora estou relendo, para preparar uma versão adaptada para dar de presente ao meu filho em seu primeiro aniversário (Agosto de 2016).

09- A História de Dois Amores – Carlos Drummont de Andrade: Meu primeiro contato com um grande autor! Conta as aventuras de um elefante e um “pulgo” que habita sua orelha. História de amizade e amor. Ainda pretendo comprar esse livro novamente, para dar ao meu filho.

10- O Menino Maluquinho – Ziraldo: Também me lembro de ter lido diversas vezes. Achava engraçadas as peripécias do menino que vestia uma panela como boné.

Com certeza há outros livros, porque vivia na biblioteca do Colégio e ia direto para o lugar dos meus prediletos. Porém, esses foram os que consegui puxar pela memória, neste doce exercício de lembrar os 100 livros da minha vida.

” O Papai é Pop” – Marcos Piangers.

th

Livro de crônicas, curtinho e de fácil leitura. Nos textos, sem muito estilo ou maior qualidade literária, o que prevalece é o coração e a vontade de compartilhar vivências do autor, que conta suas próprias aventuras junto às duas filhas, Anita (08 anos) e Aurora (02 anos). São histórias engraçadas em sua maioria, que relatam as aventuras de um pai amoroso, participativo e amigo de suas filhas, mas que, ao que parece, cede bastante aos caprichos das meninas.

O que sobra na leitura das crônicas é amor e cumplicidade, mostrando uma grande sintonia entre ele e as meninas. Anita, a filha mais velha, é encantadora. Com sua conversa fluente, conquista até o leitor mais distraído, que não estava a fim de apaixonar-se pela história ou por algum personagem.

A última crônica resume bem o sentimento do pai e principalmente das filhas. “Que nunca acabe” é o melhor texto do livro, o que me pareceu mais autêntico e, sem dúvida, o mais bonito.

Recomendo para pais e mães de primeira ou de muitas viagens. É sempre bom sorrir um pouco com as aventuras e desventuras alheias.

8CRIV_9bijJwXp_jgHzymphtFBpGNDxxHA7jHewYyLc-533x480

Caderno de Leituras, a profissionalização do blog.

Caderno de Leituras

Em tempos de blogs, redes sociais, tecnologias diversas, eu sempre me surpreendo com o meu caráter vintage e retrô. E fico imensamente feliz quando vejo que outras pessoas da mesma faixa etária que eu, e até mais jovens, são adeptas dos mesmos hábitos, que nunca saem de moda. Aqui, retomo os antigos diários da minha época de menina, só que agora repaginados para o contexto dos livros.

Ontem estava assistindo o canal no Youtube da Tati Feltrin e lá ela tem um vídeo muito legal onde ela mostra como se organizará para as leituras que realizará em 2015. Com certeza ela lerá mais livros do que eu, mas o método escolhido para a organização das leituras é extremamente fácil para se adaptar a qualquer volume de livros lidos.

Aquele lá em cima na foto é o meu Caderno de Leituras! Para dividir os assuntos que pretendo reunir neste caderno, comprei uma espécie de “janelas” de plástico e colei em cada início de seção.

As seções foram classificadas da seguinte maneira:

  • Leituras concluídas: Onde obviamente colocarei a data em que efetivamente terminei de ler um livro, juntamente com a data da postagem no blog.
  • Livros recebidos: Aqui colocarei todos os livros que ganhei de presente e também as cortesias da Editora Gutemberg.
  • Livros comprados: Aqui colocarei a data e as informações dos livros que comprarei durante o ano 2015.
  • Blog 2015: O título de todos os posts publicados aqui no blog, por ordem cronológica.
  • Desafios 2015: Consiste em listar os livros que li para o Desafio de 100 Livros lidos da Literatura Brasileira.
  • Wishlist 2015: Onde colocarei as indicações de livros e todos os meus desejos por aumentar minha coleção de livros.

Se vocês assistirem ao vídeo da Tati Feltrin, perceberão que o meu caderno está totalmente influenciado pelo dela. A ideia é a mesma, só muda um pouco o teor das categorias.

Boa tarde e até breve!

P.S: Só para atualizá-los: No momento estou lendo, entre outros títulos, “A graça da coisa”, da Martha Medeiros. Em breve devo concluir a leitura e colocarei a resenha aqui para vocês!

Resenha – Os Aparados – Letícia Wierzchowski

os-aparados

Sou fã da Letícia há muito tempo e posso dizer que tenho quase todos os livros que ela escreveu até hoje. Gosto do modo como ela vive a história, ou como ela nos conduz para dentro de seus livros de tal modo que nos envolvemos com seus personagens e enredos.

“Os Aparados” não é diferente, mas não é tão envolvente como a “Casa das Sete Mulheres” ou o “Cristal Polonês”. Gostei do livro de um modo geral, porque gosto da Letícia, mas não senti a voz dela nesse livro. Trata-se da história de um professor aposentado de 63 anos que, após a morte da mulher, constrói uma casa na Serra Gaúcha, para transformar em seu refúgio. É um romance com tempo indefinido, mas o mundo está caótico, com chuvas intermináveis e problemas decorrentes disso. Este personagem então, o Marcus, resolve se mudar com a neta, orfã de mãe, de 17 anos, que está grávida, para essa casa na Serra. A partir daí há conflitos de gerações, a presença do anjo da morte em formato de alucinação do Marcus, alguns detalhes policiais que, provavelmente tinham por objetivo movimentar a história, mas que na minha opinião, tiveram pouco ou quase nenhum efeito.

Quando o livro terminou, fiquei com a sensação de que faltou alguma coisa. Sabe quando um filme termina naquela que você acha que é a melhor parte? Pois é, foi essa a sensação que eu fiquei.

Eu incluí a Letícia na minha lista do Desafio dos 100 livros de Literatura Brasileira, mas com o livro “A Casa das Sete Mulheres”, que pretendo reler este ano ainda, bem como a continuação dele, que é “Um farol no Pampa”. Mas esse, “Os Aparados”, com certeza não contou para o Desafio.

Após o fim da leitura, retomei o “Por que sou gorda, mamãe”, da Cíntia Moscovich. Eu deveria ter terminado a leitura dele ainda em 2014, mas passei outros na frente, como sempre. Desse mês não passa!

Na próxima postagem, as minhas metas de leitura para janeiro!

Retrospectiva 2014

Na primeira semana do ano ainda vale fazer retrospectiva dos livros lidos em 2014? Acho que sim, então vamos lá!

O primeiro livro concluído em 2014 foi “A Fascinante Vida de Mirta Kassov”, escrito por Mauro Kwitko. Muito interessante o livro. Apesar de ser uma história ficcional, ele traz embasamento em histórias que podem, muito bem, ter passado pelo consultório do Dr. Kwitko, terapeuta especializado na técnica de regressão. O legal do livro é que ele não se prende a nenhuma religião específica. Fala de Mundo Espiritual, de Reforma Íntima, Chico Xavier, mas também de deusas e deuses, yoga e budismo. A partir da leitura, me interessei pelo tema da regressão, mas ainda não fui atrás de mais material.

O segundo livro lido foi “A Culpa é das Estrelas”, lindo, meigo, envolvente, surpreendente e emocionante. O primeiro livro que chorei tanto que tive que interromper a leitura para me recompor. Mas a escrita do John Green é leve, fluida, não dá vontade de parar de ler. Apesar da temática de seus livros ser o universo juvenil, é um livro para ser lido e amado em qualquer idade. Como eu disse na resenha, não trata da perda, e sim, da descoberta do amor por alguém que sabe que tem um tempo limitado para viver tudo o que essa descoberta significa. Depois de ler o livro, eu vi o filme, que foi bem fiel à história, mas sem dúvida o livro é muito mais emocionante.

Seguindo então, em maio fiz aniversário e ganhei um vale presente da Saraiva. Foi a vez de conhecer o Austion Kleon e seu divertido “Roube como um Artista”. Excelente livro sobre inovação, criatividade e fazer aquilo que se ama. Sensacional. Uma leitura rápida e prazerosa, mas que te permite muita reflexão em cima do que está escrito.

Depois foi a vez do “Vida Organizada”, da Thais Godinho. Eu tinha muita expectativa para ler esse livro, porque há bastante tempo sou fã da Thais. E realmente não me decepcionou em nada o livro. Ele é excelente, repleto de exercícios e tabelas para fixar as técnicas apresentadas. É aquele tipo de livro que serve como um manual, para ser consultado sempre que necessário. Mesmo que eu não consiga seguir nem um terço das dicas, acredito no poder transformador delas e do quanto elas podem facilitar o nosso dia a dia. Acredito que a publicação e o sucesso do livro sejam um divisor de águas na carreira da Thais.

A leitura seguinte foi o “Manual para Jovens Sonhadores”, da Natalie Trutmann. Livro pequeno, de fácil leitura, com um grafismo muito bonito, que traz a temática do empreendedorismo para quem está querendo se aventurar nesse mundo empresarial contando com suas próprias pernas. Muito legal também conhecer as aventuras da Natalie, uma mulher empreendedora, mas que acima de tudo, sabe viver a vida em sua plenitude.

E o último, mas não menos importante, foi o “Faça Amor, não faça Jogo”, do Ique Carvalho. Um livro sobre amor, amizade, dedicação, companheirismo, garra e vontade de viver, acima de tudo vontade de viver e ser feliz até o último suspiro. Com certeza, o livro mais fofo de 2014! Eu listei por ordem cronológica, mas se fosse listar por preferência, esse seria o topo da lista! Impossível não chorar ou pelo menos se emocionar em praticamente todas as páginas.

Foram praticamente um livro a cada 02 meses. Considerando que todos são livrinhos pequenos, não é uma  métrica muito legal, mas levando em conta que 2014 também foi o lançamento do meu livro 30 Primeiras Vezes, realmente não tive muito tempo para ler…Mas espero que eu 2015 eu consiga atingir a minha meta de pelo menos 02 livros por mês. Janeiro mal começou e estou indo bem. Terminei de ler o “Quem é você, Alasca?”, do John Green e achei tão sensacional como o “A culpa é das estrelas” e já estou em vias de terminar “Os Aparados”, da Letícia Wierzowski, ambos começados em 2014 e cuja leituras me fizeram muito bem durante férias.

Ainda essa semana publicarei um novo texto com as minhas metas de leitura para 2015.

Até breve!

Quem é você, Alasca? – John Green.

Feliz 2015!

Gosto muito da frase que alguém inventou, que no primeiro dia do ano, recebemos um livro com 365 páginas em branco, para serem preenchidas com novas histórias. E nenhum começo poderia ser melhor do que este, publicar a primeira resenha de um livro que acabei de ler. Proatividade, inspiração e saudade, da companhia irreverente, divertida e intensa que os personagens de John Green me fizeram nestas duas semanas de datas festivas.

Em 2014, a mídia me despertou a curiosidade de ler ” A culpa é das estrelas”, também do John Green. Sabia ser um livro adolescente, mas quis ler mesmo assim, e senti-me incrivelmente envolvida pela prosa do escritor americano. Tive que interromper a leitura em alguns momentos, pois as lágrimas não me permitiriam seguir lendo. Depois, assisti ao filme, que mesmo sem ser tão lindo como o livro, também me levou às lágrimas.

Agora, recentemente passeando pelas livrarias de Porto Alegre, me deparei com uma edição de colecionador, do livro “Quem é você, Alasca?” e não resisti, tive que colocar na lista de desejos da Mamãe Noel. E ela prontamente atendeu meu pedido. Sendo assim, vocês já conseguem imaginar como a leitura me prendeu, que ganhei o livro na noite do dia 24 de dezembro, e terminei sua leitura hoje. Nestes pouco menos de 10 dias, fui mulher de um livro só, ou quase, trocando-o apenas pelo “A preparação do escritor”, sendo este último, técnico, por isso, não conta para as resenhas. De qualquer forma, a leitura do “Quem é você, Alasca?”, é muito leve, fácil e prazerosa.

O livro mostra os bastidores da vida adolescente em um colégio interno, preparatório para a faculdade. É prática comum nos Estados Unidos os adolescentes procurarem estas escolas durante o ensino médio. E acredito que este seja um período realmente de muitas histórias e vivências, como as narradas por Miles Halter, o Gordo, um dos personagens principais do livro. O Gordo, que na realidade era magricela e franzino, era um rapaz que no Ensino Fundamental não fizera muitos amigos e que optou pelo colégio interno para ir em busca do “Grande Talvez”. Miles lia muito biografias, e adorava colecionar as últimas palavras dos biografados. Mais um curioso hábito dos leitores apaixonados. E esse ponto foi um que me marcou no romance de John Grenn: os principais personagens do livro eram bons leitores, sendo que a Alasca tinha a “Biblioteca da Vida” dela nas estantes de seu dormitório. Conhecer essas peculiaridades dos personagens fizeram com que a história ficasse ainda melhor.

Não há muito o que contar sem estragar as surpresas da obra, mas o que vale dizer é que é um livro sobre amizades, memórias, saudades e sobre a busca pelo Grande Talvez, que todos nós, um dia pelo menos, nos questionamos ou nos questionaremos. As reflexões levantadas durante as aulas de religião poderiam ser trazidas para nossa realidade, e seria positivo, se nesse período de festas, nos deparássemos com perguntas do tipo: Como fugir daquilo que nos aflige? E para onde vamos depois que morremos? Questionamentos filosóficos importantes, levantados a partir de um cenário juvenil. Grande sacada de um escritor jovem, que logo no seu primeiro romance, soube como prender a atenção de jovens, por definição, muitas vezes dispersos e desconectados de sua espiritualidade.

O modo como o texto foi organizado, ou seja, os capítulos intitulados com uma contagem cronológica, indicando que os fatos narrados aconteceram antes e depois de um determinado acontecimento, por si só, aguça a curiosidade do leitor disciplinado, que prefere começar do começo e seguir uma leitura linear. Além disso, todos os episódios que acontecem na primeira parte do livro são engraçados, o que torna a leitura leve e fluida. Após o ocorrido, o texto fica mais introspectivo, mas nem por isso torna-se monótono ou triste. A história possui uma carga de emoção, mas não é tão triste como “A culpa é das estrelas”. É um texto intenso, que demonstra toda a inteligência de um escritor promissor, que desperta o interesse para as obras subsequentes.

Faça Amor, não faça Jogo – Ique Carvalho

capa2

Um dia, sem querer, me deparei com um texto do Ique Carvalho no Facebook e imediatamente virei fã do The Bro Code. Os textos são lindos, românticos, bem escritos, cobertos com açúcar, do jeitinho que eu gosto. E depois, ao descobrir a história por trás do blog, então foi derretimento total, e muitas lágrimas perdidas em frente à tela. O amor por trás do homem que escreve aquelas belas palavras é o mais sincero que pode existir, o de um pai por um filho e a recíproca decorrente.

E o sucesso do blog, conduziu os dois, pai e filho, ao encontro do maior sonho de ambos: ser escritor. O primeiro livro de Ique Carvalho é também o único do Seu Juarez, que apesar da juventude do espírito, sofre com uma doença degenerativa, que não o permitirá escrever e compartilhar com o público as tantas outras histórias que com certeza ele viveu. E são justamente esses dois, Ique e Juarez, os personagens e autores do Faça Amor, não faça jogo.

O livro é um coletânea dos textos postados no blog. O que por si só já me interessou, pela semelhança entre o livro dele e o meu 30 Primeiras Vezes, ambos surgidos do amor pela escrita e do transbordamento desse amor para as páginas da internet.

Mas a obra de Ique supera todas as expectativas. É sensível, romântica, bonita, com uma diagramação linda, que emociona da primeira à última página. O blog e posteriormente o livro, surgiram do desejo do Ique em extravasar suas emoções após o término de um relacionamento longo e da descoberta de uma doença degenerativa e incurável do seu pai. Os textos falam do amor romântico, entre home e mulher, mas também e principalmente, do amor entre pai e filho. O exemplo de dedicação, de cuidado, de carinho e de amizade entre pai e filho pauta todo o livro e faz com que leitores sensíveis se emocionem do início ao fim. Não há como evitar as lágrimas ao longo da leitura, ao tomarmos conhecimento do dia a dia corajoso de um filho que abriu mão de parte do seu tempo para dedicar-se ao pai, mas como ele diz, não por pena, por amor e amizade.

Também é linda e emocionante a coragem do pai do Ique, seu Juarez, que mesmo com tempo de vida limitado, não desistiu de viver nem um minuto e muito menos, desistiu de amar o grande amor de sua vida.Mesmo sem dizer uma palavra, seu Juarez emociona a todos, com mensagens escritas no I pad, com o sorriso sempre estampado no rosto e com a lágrima fortuita que teima em cair a cada nova rasteira da doença.

O livro é doce, ao mesmo tempo que é engraçado e emocionante. Recomendo para todos os corações apaixonados, todas as mulheres que sorriem e para todos os homens que querem entender porque nos apaixonamos pela presença, pelo inesperado, por tudo que surpreende a alma.