Faça a boa arte – Neil Gaiman

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Livrinho pequeninho, fácil de ler em um dia, mas que deixa uma mensagem importante para quem está começando uma carreira ou, como no meu caso, pensando em mudar de rumo. O livro é a transcrição de um discurso que o autor fez para uma turma de formandos University of the Arts, na Filadelfia, Estados Unidos. Esse discurso foi feito em 2012, mas tem alguns insights muito atuais, como por exemplo, quando ele diz que o You Tube e as redes sociais, ou qualquer outra tecnologia que supere essas, estão revolucionando o mundo do trabalho. Talvez um pouco de exagero para aquela época, mas uma grande verdade nos dias de hoje.

Neil Gaiman é um escritor, e por esse motivo, já ganhou minha admiração, porque ele não teve sucesso logo de cara, e mesmo assim, continuou acreditando naquilo que ele amava fazer. Ele conta no livro que o primeiro livro que ele escreveu, não teve muito sucesso, mas que lhe proporcionou sua primeira máquina de escrever eletrônica. Para mim, poder comprar um máquina de escrever, mesmo que hoje ela sirva só como decoração vintage, já seria considerado sucesso por mim!

Gaiman fala também da importância de acreditar em si e de aprender com os fracassos. E principalmente não trabalhar apenas pelo dinheiro.

“Se você não ganha o dinheiro, então você não tem nada. Se eu fizesse um trabalho do qual me orgulhasse, e não ganhasse a grana, ao menos eu teria o trabalho.”

Essa é uma mensagem legal, que eu gostaria de dizer para quem está se formando. Muitos jovens saem da faculdade almejando o sucesso em forma de $$$, mas muitas vezes é muito mais gratificante o mérito do que se faz, do que o valor que se recebe.

Gaiman não considera esse o conselho mais importante, o ponto mais alto de seu discurso. Mas sem dúvida, eu destacaria como uma boa reflexão para todos que, como eu disse no começo, estão começando ou mudando de carreira.

A seguir, mais alguns trechos legais do livro, que marquei durante a leitura:

“Eu aprendi a escrever escrevendo. Eu tendia a fazer qualquer coisa conquanto que parecesse uma aventura, e a parar de fazê-la quando parecia trabalho, o que significou que a vida não se parecia com trabalho.Eu aprendi a escrever escrevendo. Eu tendia a fazer qualquer coisa conquanto que parecesse uma aventura, e a parar de fazê-la quando parecia trabalho, o que significou que a vida não se parecia com trabalho.”

“E lembrem-se que não importa a área em que estejam, se você é um músico ou um fotógrafo, um artista fino ou um cartunista, um escritor, um dançarino, um designer, o que quer que você faça, vocês têm algo que é único. Vocês têm a habilidade de fazer arte.”

“E agora vão, e cometam erros interessantes, cometam erros maravilhosos, façam erros gloriosos e fantásticos. Quebrem regras. Façam do mundo um lugar mais interessante por vocês estarem aqui. Façam boa arte.”

Esse final foi o que eu mais gostei: Façam do mundo um lugar mais interessante. Esse sem dúvida, é um grande propósito de vida.

Vale a pena a leitura. O livro é pequenininho e bonito de se ter na estante. Se você não gostar da leitura, pode gostar do design dele, do projeto gráfico, das cores. Enfim, tudo foi pensado para ser motivador, não só para os formandos da University of Art, mas para todos os leitores.

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