A Culpa é das Estrelas – John Green

 

Acordei hoje com a resenha do livro “A Culpa é das Estrelas”, de John Green, pedindo para ser escrita. Li o livro e assisti ao filme, por isso, meus comentários serão de ambos.

Primeiro sobre o livro. Estava resistente a ler o livro, por imaginar ser um romance para adolescentes. Contudo, o anúncio do filme e a repercussão constante do livro chamaram minha atenção, fazendo com que eu comprasse o livro. Comecei a ler sem muita pretensão, e logo no início o humor sarcástico da personagem principal, Hazel Grace Lancaster me conquistou, prendendo minha atenção até a última página. Mas como está escrito na contracapa do livro, não é só risos e graça que acompanha os últimos dias dos personagens. Ele é brutal também, como brutal é o câncer, doença que serve como pano de fundo para o romance dos dois adolescentes.

O livro é menos uma história de sobreviventes e mais um caso de amor. O amor inocente, que surge de uma amizade, em um momento de fragilidade corporal de seus amantes, mas de grande maturidade emocional. Hazel Grace, em estágio terminal, considera-se uma granada, prestes a explodir e quer evitar o inevitável, que Augustus Waters se apaixone por ela. Esse poder ninguém, mesmo com plena saúde, tem. O amor surge nos lugares improváveis para transformar em realidade os sonhos prováveis de todos nós. Gus apaixona-se contra a vontade de Hazel e vive essa paixão, principalmente porque ela é a única coisa que eles tem. O amor, as brincadeiras, as aventuras, as loucuras decorrentes dele preenchem  os vazios que a doença cria. E assim, o livro se desenvolve, com muita graça, muita emoção e acima de tudo, muito amor.

Não vou contar mais senão perde a graça, porque John Green escreve com a alma, e cria um enredo que muda completamente do meio para o final. Impossível não levar às lágrimas, assim como é impossível não querer repetir o roteiro que os pequenos apaixonados fizerem em Amsterdã. Linda história, belo texto, que encanta adolescentes sonhadores, que esperam viver um amor desta intensidade, e sensibiliza adultos, já esquecidos do quanto pode ser lindo o amor, quando escolhemos vive-lo sem racionalizar cada segundo ao lado de quem amamos.

Agora o filme: Muito fiel com o enredo do livro, mas mais enfeitado. Os produtores procuraram enfeitar um pouco mais a história, para que não fosse um rio de lágrimas do início ao fim, mas com isso tiraram um pouco da beleza da história. Contudo, é um bom filme, principalmente pela atuação dos jovens atores, que souberam dar vida aos personagens de John Green, valorizando os pontos fortes de cada um; a doçura de Hazel e o sarcasmo encantador de Augustus. É o cinema norte-americano levando a literatura às telonas, e minha esperança é que a telona leve mais pessoas aos livros, pois é nos detalhes esquecidos pelo filme que encontra-se a verdadeira magia da história, inclusive a explicação do título, de porque a culpa é das estrelas.

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